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UMA EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL: PEREGRINOS DE MANICORÉ ENCONTRAM-SE COM DOM BOSCO

No dia 21 de fevereiro de 2010, 12h30min partia do porto da cidade de Manicoré, às margens do Rio Madeira, com destino a Manaus, capital do Estado do Amazonas, o barco “Coração de Mãe”; dessa vez estava lotado por um especial grupo de 110 peregrinos comprometidos a participarem da festa da visita à Urna das relíquias do Santo da Juventude.

O evento foi organizado pelo pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, Pe. Antônio de Assis Ribeiro (Pe. Bira), que durante três meses trabalhou no processo de seleção e preparação do grupo chamado “Amigos de Dom Bosco”. Muitos desafios deviam ser encarados e vencidos para que esse empreendimento se realizasse. O primeiro deles foi a questão financeira, uma vez que muitas despesas estavam previstas: o fretamento de um grande barco legalmente saudável, alimentação para 120 pessoas (passageiros e tripulantes) durante oito dias, locação de ônibus para o deslocamento do pessoal em Manaus, hospedagem, etc.

Quando a idéia foi aprovada em uma das reuniões do Conselho Pastoral Paroquial no final do ano 2009, mais parecia uma loucura incapaz de se tornar realidade e, ao mesmo tempo, um sonho a ser desafiado, uma vez que Dom Bosco estaria visitando Manaus! Mas a vontade era grande e, aos poucos, o medo de alguns cedeu lugar ao otimismo. Se Dom Bosco foi ao encontro do povo ribeirinho em 1962, chegando até Manicoré, através dos seus filhos salesianos, agora era chegada a hora do povo ir ao encontro de Dom Bosco. O primeiro passo dado foi aquele de definir uma equipe organizadora de tudo. A partir dela, várias comissões foram criadas com específicas atribuições: animação musical, liturgia, alimentação, divulgação e sócio-cultural. Dessa forma, desde o início, o peso desse desafio foi reduzido através da promoção da corresponsabilidade do grupo que durante, ao menos dois meses, se empenhou num processo crescente de envolvimento desse ousado evento formativo.

A dimensão financeira, a mais dolorosa e que assustava os pretendentes, tinha uma previsão que ultrapassava a casa dos vinte mil reais e já estava amortecida por descontos. A saída foi dupla: todos colaboraram com uma quantia “X” em dinheiro e ainda promoveram um bingo com diversos prêmios em vista de cobrir a totalidade das despesas previstas. Essa luta foi permeada por muita tensão, insegurança, oração, corre-corre, discernimento e busca de parceiros! Ao final, com a generosa ajuda da Divina Providência, o financeiro foi assegurado. Também fez parte do processo de preparação o aspecto psicológico, espiritual e salesiano do grupo através de momentos de orações, reuniões formativas, ensaios e, ao final, a missa de envio dos peregrinos.

A composição do grupo era bem variada e esse foi um dos critérios defendidos deste o início pelo idealizador da peregrinação. O caráter popular da peregrinação foi uma expressão da presença salesiana em Manicoré, onde temos paróquia, escola e obra social. Dessa forma estavam presentes crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, organizados em subgrupos tais como: educadores do Centro Juvenil Salesiano (SDB) e do Educandário Nossa Senhora das Graças (FMA), associadas da ADMA, ministros da Eucaristia, líderes de pastorais, dois grupos de jovens, religiosas e religiosos. Todos unidos no mesmo senso de comunhão com a espiritualidade salesiana e simpatia por Dom Bosco.

No processo de preparação da centena de peregrinos, também se deu atenção à questão disciplinar que era um fator fundamental a ser considerado com firmeza para que houvesse, entre todos, um clima de seriedade, colaboração e comunhão com as finalidades desse evento, a saber: proporcionar aos participantes uma forte experiência de crescimento na espiritualidade salesiana favorecendo-lhes de conhecimento da figura de Dom Bosco. Para evidenciar ainda mais o sinal de compromisso, todos os participantes assinaram um contrato e se comprometeram em seguir um ideário de valores e adotar determinadas atitudes.

A viagem de barco (de 56 horas de duração), tanto de ida quanto de volta, foi a mais forte experiência de convivência do grupo, onde o tempo foi muito bem programado com diversas atividades sócio-educativas, lúdicas e religiosas: momentos de estudos em grupo sobre os subsídios da peregrinação, plenários, danças, refeições, animação musical, orações e celebrações eucarísticas. Aos poucos, quem ainda não se conhecia, logo se familiarizou e o clima de amizade entre todos se firmou.

Os cinco dias de presença em Manaus foram muito bem aproveitados e enriquecedores. O grupo participou das celebrações programadas no Colégio Dom Bosco, no Colégio Auxiliadora e na Arena Amadeu Teixeira onde ocorreu o Show do padre João Carlos. Uma manhã foi dedicada a um retiro espiritual com meditação, experiência de deserto, oportunidade para confissões e celebração eucarística. Ainda sobrou tempo para um passeio e banho nas cachoeiras de Presidente Figueiredo. O grupo de peregrinos de Manicoré trouxe sua colaboração festiva através do canto, da música, das danças e coreografias, bem como muita animação e alegria em todos os eventos dos quais participou. Testemunhou dessa forma, que quando se ama, encurtamos as distâncias, encaramos desafios, superamos obstáculos, vencemos o medo. Assim fez Dom Bosco.

Durante a viagem de retorno, o grupo aproveitou parte do tempo para fazer a avaliação da extraordinária experiência. Todos se manifestaram muito felizes. As experiências e sentimentos pessoais manifestadas foram os mais variados e profundos. A grande maioria afirmou a vontade de conhecer mais Dom Bosco e, de no seu dia-a-dia, se esforçar para testemunhar mais alegria pela vida; dedicarem-se mais à causa da promoção da juventude; fazerem experiência de voluntariado; participarem com mais convicção da vida da Igreja, etc. “Para mim foi uma lição de vida… e recebi um banho de espiritualidade, comentou uma jovem”. Não poucos jovens, pediram que se promovesse mais experiências formativas desse tipo!

Esse extraordinário e inédito evento pastoral foi um ato de comunhão com toda a Família Salesiana que iniciou ano passado (2009) um grande movimento mundial em preparação à celebração do bicentenário (200 anos) do nascimento de Dom Bosco (1815-2015). Dessa forma a Família Salesiana presente em Manicoré, decidiu se integrar nessa grande corrente espiritual de preparação aos 200 anos do nascimento de Dom Bosco reaquecendo em seu coração os valores da espiritualidade salesiana: o otimismo, a flexibilidade, a alegria, o espírito de família, o senso de comunhão, o diálogo com o mundo, a amizade.

A todos aqueles que acreditaram e colaboraram direta e indiretamente os meus sinceros sentimentos de gratidão. Em particular, meu cordial agradecimento à comissão coordenadora, aos doadores de material, ao senhor Antônio dono do barco “Coração de Mãe” por ter facilitado a negociação e mantido a fidelidade ao contrato; ao padre Gilberto Cucas por ter disponibilizado uma manhã para estar à disposição dos fiéis para confissões, às irmãs Filhas de Maria Auxiliadora da comunidade da Casa Inspetorial pela generosa acolhida e ter colocado à nossa disposição um veículo. Certamente a todos aqueles que contribuíram pelo sucesso desse empreendimento religioso, receberão bênção do céu através a intercessão de Dom Bosco.

Acolhendo suas relíquias, como memória de sua história, nós, como família salesiana em Manicoré, quisemos assim, renovar a nossa disponibilidade em trabalhar em prol do Reino de Deus com o Espírito Salesiano renovado, atentos às necessidades da juventude, indo ao encontrão das novas fronteiras e reafirmando a nossa missão de sermos criativos promotores de “bons cristãos e honestos cidadãos”. Que Dom Bosco interceda ao Pai por nós para que seu Espírito faça fecundar nosso trabalho cotidiano.

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