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Sonhei um sonho sonhado!

Celebrar os 50 anos da ISMA (2)

Nestes dias sonhei um sonho sonhado!


Pois é. Caminhamos para os 50 anos da ereção canônica da Inspetoria no dia 25 de novembro, dia festivo de Mamãe Margarida. Não poderia ser mais sugestivo como data para uma bela festa inspetorial.

Meu sonho foi exatamente com esta festa de Louvor ao Deus Trindade que um dia sonhou com a presença do carisma de Dom Bosco na Amazônia. Uma região de difícil acesso e de muitos desafios pelo clima e pelas distâncias. O verde da mata encantou os aventureiros e seduziu os missionários que chegaram do Mato Grosso chefiados pelo padre Bálzola em 1915. Aliás, em 2015 completaremos 100 anos da chegada dos primeiros missionários salesianos a Amazônia. Contudo, voltemos ao meu sonho.


Sonhei que toda a Família Salesiana se organizava para elevar os braços aos céus pela presença dos filhos de Dom Bosco na Amazônia. Alguém lia com lágrimas de alegria uma mensagem de agradecimento citando nomes de muitos salesianos que marcaram a vida de milhares de ex-alunos e ex-alunas nestes 50 anos e membros de grupos da FS. Nesta lista foram citadas obras significativas na inspetoria que surgiram e se consolidaram pela ação de missionários corajosos como Dom Pedro Massa, Pe. Antônio Góes, Pe. José Dalla Valle, Pe. Antonio Socolaro, Dom João Marchesi, Dom Lourenço Giordano, Ir. Francisco Riebeiro, Ir. Agostino Tosini, Ir. Guilherme Adámek, Ir. Theotônio Ferreira e tantos outros. Uma missão imponente no Rio Negro dedicada a educação – evangelizadora dos povos indígenas. Certamente com suas sombras e luzes, mas não podemos negar que houve nesses anos um serviço religioso importante que formou gerações de indígenas mais conscientes de seus deveres e direitos como cidadãos.


Na dita mensagem a voz recordava que a missão salesiana cresceu como a boa semente e chegou a Manaus com a presença em oratórios, paróquias e colégio, alguns nomes de salesianos ecoam ainda hoje: Pe. Agostinho Caballero, Pe. Amadeo Caronni, Pe. Felinto Santiago, Dom Franco Dalla Valle. As raízes desta imensa obra chegaram ao Estado do Pará e se fortaleceram através da doação de salesianos como Pe. Lourenço Bertolusso, Pe. Pedro Gerosa e tantos outros. Os salesianos cresceram e foram se tornando uma presença evangelizadora significativa no contexto juvenil. Depois passaram para Rondônia com presenças na grande extensão daquele Estado de Porto Velho e Vilhena. Nomes de salesianos desbravadores daquela primeira hora missionária como padre Miguel Ângelo Carneiro Bastos, Pe. Silvio Micheluzzi, Pe. Hermano Schilp, Pe. Fausto Boem, Pe. Ângelo Spadari, Pe. Román Klimkowski, Pe. Ricardo Lorenzoni, Dom João Batista Costa e tantos outros grandes missionários foram se alternando como uma grande ação de graças.

De repente despertei e todas estas imagens da longínqua terra missionária me encheram de alegria de ser salesiano naquela área de tantos lugares que ainda Dom Bosco não foi conhecido pela juventude: Roraima, Acre, Amapá, São Luis do maranhão. Na minha imaginação vinha o pedido de milhares de jovens que pediam que Dom Bosco chegasse a eles através dos seus filhos. Neste momento acredito que tive um pesadelo. Somos tão poucos que nem conseguimos ser presença mais atuante onde estamos hoje. Como imaginar ir mais avante? Voltei a dormir!


Contudo, voltei a sonhar com a resposta da pergunta que me fiz enquanto estava desperto. A voz que lia a mensagem pelos 50 anos dizia aos salesianos: Caros amigos salesianos não tenham medo de ir avante, às novas fronteiras da Amazônia. Muitos jovens clamam pela presença de vocês em outros Estados no Norte. Tenham a coragem de deixar obras que já estão consolidadas e que podem ser assumidas pelas Igrejas Particulares. Arrumem suas malas, calcem suas sandálias, peguem seus bastões e saiam despojados porque o Senhor que suscitou Dom Bosco não deixará faltar nada para vocês. Naquele momento um grande silêncio caiu sobre a Assembléia. E vi algo que me impressionou. Alguns salesianos se levantaram e uns seguiram para o Acre, outros foram para São Luis e alguns para o Amapá. Parecia que tínhamos nos multiplicados de um momento a outro. Era um milagre, o rejuvenescimento do carisma, uma prova que o Senhor dava de seu amor escandaloso por nós. Infelizmente não consegui ver os rostos daqueles missionários desta segunda hora, mas eram homens alegres e cheios de iniciativas. Fiquei observando outros movimentos e vi leigos e leigas que seguiam aqueles missionários, muitos deles jovens entusiasmados. Tudo fruto da nossa capacidade de atrair sem decepcionar. Dom Bosco retornava assim aos últimos, aos jovens.
Quando acordei pela manhã imaginei que poderíamos organizar esta festa dos 50 anos desta maneira:

1. Pela imensidão da Inspetoria não dá para fazer uma festa centralizada, então, seria por áreas: Rio Negro, Aroma, Belém e Manaus.


2. A partir do dia 20 de novembro, todos os dias, um tipo de atividade diferente envolvendo as pessoas: filmes sobre a missão salesiana, reflexão sobre a missão dos sdb hoje, apresentação de Dom Bosco, biografias de salesianos, encontro juvenil sobre vocação e missão, etc.


3. No dia 25, na mesma hora, as áreas estariam reunidas com pessoas da FS e simpatizantes da obra, junto com o Bispo do local e outros convidados para a grande celebração eucarística que culminaria a festa dos 50 anos. Uma missa solene na catedral ou numa das nossas Igrejas, de preferência na periferia, com toda a beleza de cantos, ornamentos e brilho que tanto encantava Dom Bosco.


4. Depois da celebração um saboroso coquetel para todos num clima de alegria e de confraternização. Seria interessante distribuir às pessoas santinhos com os dados essenciais da inspetoria: numero de casas, numero de salesianos, endereços das casas de formação, site, tipo de trabalhos, quantidade de jovens atendidos, etc. Tudo para fazer conhecer a beleza de nossa ação educativa evangelizadora.

Esta parte não é um sonho e sim um desejo profundo que sinto e oxalá algo aconteça porque muito temos que agradecer. Seria uma ingratidão para com Deus e com nossos destinatários se nada fosse feito. Um grande abraço a todos.

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