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SIGNIFICANDO O NATAL!

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Eis aqui um dos versículos mais importantes que fundamenta biblicamente a celebração do Natal. Deus sempre entrou em comunicação com a humanidade por meio de muitos modos, mas a sua Encarnação – que não é o seu nascimento – representa o mais eloqüente (Hb 1,1-3): se faz gente! A Encarnação precede o nascimento! Quem nasce é Aquele que se encarnou! Da concepção ao Nascimento (Natal) há nove meses de gravidez! Damos pouca importância ao tempo da gravidez!

O termo “Verbo” usado pelo evangelista João, não quer somente indicar um sinônimo de “palavra”, mas, sobretudo, é um resumo de toda a intencionalidade divina de se fazer palpável, visível, sensível, histórico, próximo, exemplar, expressivo! Aqui entra pouco a semântica, pois estamos no campo da fé no qual cada “palavra” assume um sentido transcendente.

A palavra é meio de comunicação… e ela pode chegar a nós de tantas formas, mas sempre é um meio. Diferente, é quando a palavra é acompanhada da presença! A Encarnação é, pois, o fato de Deus “deixar” os tempos da mediação pelos profetas e se fazer “imediato”, realmente presente, em pessoa, sem meios! Dessa forma, quem escuta a sua Palavra, deve acolher a sua pessoa! Essa é uma realidade passada, mas ao mesmo tempo é uma verdade para os tempos futuros!

Deus se fez, eticamente “práxis”, pois os recados proféticos se converteram em realidade existencial, o sinal extraordinário se verificou: “uma virgem conceberá e dará a luz um filho” (Is 7,10-14). A divindade sai da abstração!

Sim, Deus é Pedagogo! Precisamos algo mais do que mensagens! A prática da assimilação do bem não é fácil! Deus transcende a virtualidade, assume um corpo não porque dele necessite, mas porque sabe que para salvar é preciso estar próximo, portanto, assume a corporeidade como instrumento salvífico!

A prática do bem requer visibilidade, a prática significa relação, a prática envolve os sentidos… Então, Deus “onipotente”, “onipresente”, “onisciente”, “invisível”, “espírito absoluto” decide, por sua liberalidade, assumir uma forma passando assim a ser uma referência concreta capaz de ser vista, identificada, acolhida, observada, seguida: é Jesus de Nazaré!

A divindade que, tudo transcende (supera), abraça a humanidade limitada! Deus se faz solidário e, nessa solidariedade, assume a fragilidade, a limitação, o tempo, o espaço e tudo o que é naturalmente humano… Contudo, sem deixar de ser Deus! A Encarnação, é Solidariedade e não renúncia da Identidade Divina… Caso contrário, jamais poderia ser o nosso Salvador!

Celebrar o Natal é fazer memória de tudo isso! Nasce daí o compromisso de aprendermos com o Exemplo de Deus que, encarnando-se, denuncia toda e qualquer prepotência, indiferença, invisibilidade, distanciamento, impessoalidade, exclusão, orgulho, fechamento… A fé é a vivência cotidiana do “Deus conosco”! Feliz Natal!

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