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Semana teológica no Pio XI – Lapa

Nos dias 22, 23 e 24 de setembro, aconteceu no Câmpus Unisal Pio XI – Lapa – a semana teologica 2008.

O tema central foi: Tarefas da Teologia em face da atual crise da pós-modernidade. Um tema de grande atualidade que mexe com nossas convicções e o pensar teológico, sobretudo no diálogo com as demais ciências na busca de responder às pergundas de sentido que surgem deste cenário social, religioso e político.

No primeiro dia tivemos a participaçao de um sociólogo e de um urgista. A reflexão girou ao redor da temática: Crise da pós-modernidade e desafios à fé cirstã. Para nos brindar com a busca de caminhos esteve entre nós o padre e sociólogo Dr. Luiz Roberto Benedetti, professor da PUC/Campinas, que começou fazendo a pergunta sobre a existência ou não da pós-modernidade. Destacou que a pós-modernidade não é algo externo ao cotidiano, mas o ser humano em suas transformações mais profundas. Deixou claro que o cenário atual recusa qualquer ortodoxia, a realidade é um imaginário fantasiosa que alimentamos e tudo transita em nossas vidas, há um forte individualismo narcisista e o ser humano é androgino: na realidade somos todos transsexuais. É de fato o fim da história dos contratos perpétuos.

A segunda reflexão foi do padre Luiz Baronto, sdb, que contextualizou a problemática no mundo educativo juvenil e destacou: a ética do desejo que desperta nas novas gerações o predomínio da singularidade que rompe com as narrações do passado. Não existe mais busca de razões para viver, mas o simples fato de viver. No debate foram destacados alguns desafios para a Teologia: A carência de teólogos, a ausência da liberdade na reflexão teológica atual, o pluralismo religioso, a ausência de um discurso interdisciplinar, estamos numa rede-finição do que seja a felicidade.

No segundo dia a reflexão se pautou pelo tema da Relevância histórica e pastoral da teologia no contexto de crise da pós-modernidade. Para a discusão foram convidados a teóloga Maria Clara Bingemer – professor da PUC/RJ e o filósofo Luis Felipe Pondé – professor da PUC/SP. Maria Clara destacou a transcendência sem nome tão forte no contexto de hoje, quer dizer, uma religiosidade de religiosidades que altera o contecito clássico de Deus e sua presença. Os espaços relacionais são virtuais e descartáveis, inclusive o religioso: a religiosidade se configura como um elemento subjetivo. A Teologia precisa saber quais são as perguntas que hoje são feitas e não tanto pretender responder coisas que não são questionadas. O teólogo precisa adquirir a capacidade ser um hermeneuta e um mistagogo da fé, mas que um senhor de verdades absolutas, daí o grande valor do diálogo. É também importante destacar hoje a presença atuante de leigos e leigas que a partir do cotidiano estudam e fazem teologia hoje. É uma teologia muito mais aberta às criticas e mais profética.

O filósofo Pondé começou dizendo que a impressão que dá é que a Teologia ficou deslumbrada com a pós-modernidade e se colocou com uma pessoa idosa diante do novo perguntando o que fazer. Isto é um grande equivoco. A Teologia e a Igreja Católica têm uma historia milenar que não pode simplesmente claudicar diante do novo, mas ajudar a perceber os emaranhados de questões que surgem. Falou também da própria experiência como acadêmico e seu diálogo com as ciências dentro da Universidade.

No último dia tivemos a reflexão do Dr. Professor Pe. Afonso Maria de Ligório Soares, da PUC/SP e do Mestre e professor de filosofia Pe. Anderson Alencar Menezes, atualmente na equipe formadora do Pio XI e doutorando em Educação, de Recife. A temática girou ao redor do tema: Tarefas da Teologia num contexto de crise. O professor Maria de Ligório contextualizou sua reflexão em três núcleos, desde os quais a Teologia é chamada a inter-agir: A sociedade, grande areópago para o saber teólogico, no qual ela se torna pública; a Acadêmia, ou seja, o ambiente universitário, com suas interrogações, rejeições e aberturas para o saber teológico. Aqui se necessita, sobretudo da liberdade de pesquisa; As Igrejas, o magistério e os limites do saber teológico em confronto. Não pode ser uma luta de gigantes, mas a pesquisa e a adaptação da linguagem religiosa. Como conclusão, nos dizia o professor que a Teologia é beneficia e necessária para a sociedade, pois consegue captar as experiências e pode narra-las criticamente.

O padre Anderson começou com um giro pela Filosofia e destacou a figura do Filósofo e do Teólogo como expressão da síntese atual entre o saber e a busca de sentido num contexto em crise. A partir do filósofo Habermas destacou o fim da pós-metafísica que recupera o que se perdera no caminho para a pós-modernidade, ou seja, os valores da justiça, do respeito, do ético, da linguagem, do diálogo. Valores que foram aos poucos sendo rejeitados da sociedade. Agora é preciso resgatá-los. Para isto se requer: uma nova epistemologia do falar de Deus, uma saber hermeutico no pluralismo religioso, a teologia do diálogo e do Espírito. No debate ficou destacado o sentido da abertura para dialogar com o novo e o valor da comunidade como espaços de re-definição do agir humano.

As palestras completas podem ser lidas no site da Unisal:

www.pio.unisal.br

 

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