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Salesiano lança livro na Academia Amazonense

No último 18 de dezembro reunidos às 20h na Academia Amazonense de Letras (AAL). O Pe. João da Silva Mendonça, lançou sua mais recente obra intitulada “Páginas de uma vida, andar é preciso”. A noite solene contou com a presença da imortal Carmen Novoa que prefaciou a obra e proferiu memoráveis palavras ao escritor, chamando-o de “ensaio filosófico”, confira o texto.

Palavras da Acadêmica Carmen Novoa sobre a obra

Sr. Presidente interino da Academia Amazonense de Letras, Abrahim Baze – por motivos de saúde o presidente titular Dr. Arlindo Porto, está ausente. Senhores acadêmicos, personalidades da Faculdade Salesiana de Manaus fazendo sua presença neste silogeu nonagenário. Senhores e senhoras convidados a esta solenidade de lançamento de mais um livro do padre joão da Silva Mendonça Filho, sacerdote da Congregação Salesiana de Dom Bosco, mestre em Educação e Teologia.
O livro em questão intitula-se “Páginas de uma vida” tendo como subtítulo – Andar é preciso – e como citei no prefácio, de modo diverso de seus outros livros pedagógicos embrenha-se nos caminhos labirínticos da filosofia.
Concentra-se nas “buscas” do ser humano para encontrar sua verdade e para o existir. Este lançamento, está inserido no pensamento dinâmico da Academia de Letras do terceiro milênio. Que em 2018 completa o centenário de sua fundação. É mais uma vertente a abrir-se a escritores renomados para aqui apresentar seus inéditos escritos. Há poucos anos, somente os membros efetivos possuíam essa prerrogativa. É fato que no pórtico do templo de Delfos (Grécia) estavam efetivamente escritas para ensinar os homens, duas misteriosas palavras: Gnôthi Sautón, que traduzidas do grego para o português querem dizer “conhece a ti mesmo”. A frase é de Sócrates, o sábio filósofo cujo significado é o mandamento erigido à interioridade, à crítica e a análise do eu.


As 3 fidelidades do homem
Pe. Mendonça e AdriaAbro aqui um largo parêntese para citar um filósofo notável, nosso contemporâneo e acadêmico desta casa de Letras falecido há três anos: o mestre Demósthenes Carminé. Mestre em Filosofia (Fenomenologia e Ética) graduado em Minas Gerais sendo professor emérito da UFAM.
Professor Carminé certo dia pediu-me que lhe fizesse o prefácio de seu livro com o título “Mito, Inconsciente e Imaginário” lançado aqui no salão do Pensamento Amazônico em 2004. E o fiz. Não sem antes adverti-lo que sou jornalista e cronista atuante ininterruptamente desde 1978, mas sobretudo sou poeta. Não seria esta, condição inapropriada e até incoerente para um preâmbulo de um livro pleno de reflexões filosóficas?
Fui então convencida por Carminé, com uma citação do poeta George Bernanos. Este dizia aos seus: “Sêde fiéis aos santos, às crianças e aos poetas”!
O nosso filósofo manauense, alegou que somente esses 3 possuem a sensibilidade e a experiência do emotivo e do transcendental. Como se fora uma religião. Sabemos que o vocábulo religião origina-se do latim “religare”, significa unir. Ou seja, na sua concepção o binômio filosofia e poetismo irmanam-se. Demonstrando a esta civilização individualista o quão perene é o exercício do SER. E quão finito é o TER.
Esta civilização do desamor, que como aqueles terríveis deuses de Goya devoravam seus próprios filhos e sua própria raça.

As muitas verdades
Neste momento faço uma exortação ao padre Mendonça. Parafraseio agora o pensador brasileiro Alceu de Amoroso Lima e digo: Escreva mestre! É tempo das verdades integrais. Mostre-as sem meios-termos. E sem véus. nunca, verdades a leia-luz.
Não permita que as verdades sejam falsas constelações de neons a seduzir pelo materialismo. Pois assim, perde-se-ia o hábito, o doce hábito de levantar a cabeça para ver as estrelas.
Exponha, custe o que custar, verdades luminescentes como voz do profeta a buscar paraísos. Pois é chegada a hora de perder medo ao mesmo. Hora de propalar aos quatros ventos as verdades inteiras em tempos intensos e insanos e insones do século XXI.
Faça emergir do íntimo o brilho das estrelas em solicitude nas sombras noturnas.
Em seus escritos continue sendo um ponto de luz. Como Vésper solitária na negritude celeste, mas que anuncia a chegada da luz de todas as manhãs.
Seja Vésper. Um ponto de luz. E cintile….

Carmen Novoa

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