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Primeira parada Taraquá

Sexta feira, dia 12 de agosto. As 5h já estava de pé, o coração palpitava forte tanto de ansiedade quanto de preocupação, afinal seriam 12 dias diante do desconhecido, diante de tantas possibilidade de imprevistos. Deixar a segurança e os muitos trabalhos do centro juvenil por tantos dias não parecia em alguns momentos algo muito sensato, contudo, o convite do bispo era de fato irrecusável, outra oportunidade destas dificilmente terei nos próximos anos. Visitaríamos as três paróquias do triângulo Tucano, onde por longos anos trabalharam os salesianos, estando hoje somente em Iauareté. Ele faria sua visita pastoral, celebraria a crisma, etc, eu me encarregaria de encontros com os jovens, repasses da conferência municipal da juventude, etc.

As 06h30 já estávamos na voadeira. Tripulantes: D. Edson, Padre Mário (diocesano) que ficaria em Taraquá, um menino de nome Henrique enviado pela mãe à comunidade de origem e o prático Sr. Eduardo. O vento era forte e frio obrigando-nos a nos agasalharmos bem.

Ao longo do percurso fomos conhecendo de vista tantas comunidades ribeirinhas que só ouvíamos falar de nome: Ilha das Flores, próximos de onde desemboca o rio Negro no rio aupés, comunidade de São Joaquim, que só tem moradores na época da festa do patrono, segundo o que se diz, com maior avidez de bebidas do que da virtude dos santos. E assim tantas outras.
Após 8 horas de viagem e um quase pifamento do motor, avistamos Taracuá. Aqui as palavras de Jesus sobre construir a casa sobre a rocha firme foram literalmente atendidas pelos salesianos. Uma igreja imponente de duas belíssimas torres, tendo ao centro uma imagem de nossa senhora, abraça quem chega. Podemos dizer desta Igreja que é a catedral do alto rio negro, tanto pela beleza quanto pelo fervor dos seus fiéis.

Ao lado esquerdo da igreja a comunidade das irmãs salesianas, que nos acolheram com uma deliciosa refeição, do direito a escola estadual, antigo externato, e atrás o prédio que foi o externato e residência salesiana. Todas obras dignas de prêmio pela grandiosidade quanto pelo bom gosto de detalhes sóbrios e práticos. Andei um pouco pela casa observando e tentando imaginar como seria aqueles longos dormitórios repletos de jovens.

Seguindo o declive da pedra, desde a beira do rio, é possível ver no cume uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora que preside toda a comunidade. No pé do monumento uma placa de curtas palavras que nos fez emocionar: Raio de tempestuosa chuva sacrificou a coluna da mãe para salvar os filhos. Os salesianos, agradecidos construíram lhe este novo monumento, Maio de 2005. Explicando o fato diziam as irmãs que um forte raio, capaz de ferir mortalmente diversas pessoas, passou pela área da comunidade durante tempestuoso vendaval, sendo atraído ao monumento no cimo da pedra. Destruiu o monumento. A imagem de Nossa Senhora ficou intacta. Os moradores viram nisso um sinal de Deus. Nossa Senhora atraiu o raio à sí para nos salvar, diziam.

À noite, após solene liturgia presidida por D. Edson tivemos um primeiro encontro com o grupo de Jovem JUT (Juventude Unida de Taracuá) Eram aproximadamente 30. Bem animados e ávidos de partilhar suas experiências. Demonstraram particular afeição a nós, sobretudo pela nossa condição de salesiano. O grupo é assessorado pela incansável Irmã Rose, desdobrando-se em cuidar dos jovens e da saúde do povo. Mostrou-nos com muito carinho o hospital Nossa Senhora das Dores e falou-nos das muitas necessidades de infra-estrutura necessários no campo da saúde.

O momento mais especial da visita foi sem dúvida quando nos conduziu à capelinha do hospital. Cuidadosamente arrumada, dizia-me: é aqui que namoro. De fato o amor de Jesus Eucarístico move a vida e o trabalho destas nossas irmãs, que continuam como um monumento vivo do carisma salesiano nesta comunidade.

Cuidam da pastoral, ajudam na escola, são tudo para todos. O resultado da evangelização deixada pelos nossos irmãos e irmãs pode ser comprovado nas numerosas vocações que esta comunidade tem dado à diocese e a nossa congregação. Tive a oportunidade de visita a família dos 4 pós noviços que residem na comunidade. Familiares do Sandro Menezes, Avani e Josemar Meireles e Edvaldo Montalvo, bem como conhecer um significativo grupo vocacional animado pelo Padre Bruno, que promete boas vocações à Igreja.

Paramos em Taracuá mais duas vezes: ao retornar de Pari-cachoeira, encontrando-nos novamente com os jovens e ao retornar de Iauareté, nesta última pernoite, tivemos a graça de rezar junto com as irmãs salesianas o santo terço, com cantos e reflexões na varanda de sua casa de fronte para a igreja Matriz. Foi um bonito momento.

Roguemos à Deus, que nesta terra onde estão sepultados 6 dos nossos irmãos das primeiras horas, para os quais rezamos junto aos túmulos no humilde cemitério, entre eles padre Alcionílio, que morreram entre trabalhos e perseverança fiel, seja sinal à muitos outros para que ouçam o Senhor e lhe respondam com pronta generosidade.

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