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O CARISMA SALESIANO NO RIO MADEIRA E O ARDOR MISSIONÁRIO FRENTE A REALIDADE ESPIRITUAL E SOCIAL DE NOSSA GENTE

Manicoré/AM – Mais uma vez seis jovens voluntários salesianos participaram de mais uma missão itinerante. Dessa vez a comunidade anfitriã chama-se Paraíso. Um aglomerado de famílias (12) que se deslocou de uma área de risco (porque quase todos os anos tinham suas terras inundadas) para um espaço mais elevado às margens do Rio Madeira, abaixo da cidade de Manicoré (Am). Já religiosamente sensibilizados e estimulados pelo pároco, foi organizado um mutirão envolvendo várias comunidades vizinhas e o centro paroquial, com o objetivo de edificar a capela daquela comunitária.

Viajar pelos rios da Amazônia não é nada fácil até mesmos para os pilotos mais experientes; e que tal se deparar com uma tempestade no meio do Rio Madeira, pois foi desta forma que iniciamos nossa missão, até pensamos em dar a volta e retornar, mas o espírito salesiano de ir ao encontro do outro falava mais alto, diante de tamanho perigo nos lembramos da tempestade acalmada por Jesus (cf. Lucas 8, 24). Para fortalecer ainda mais nossa fé os ventos e a forte chuva tomaram outra direção… um presente real da presença de Deus em nosso meio.

Chegando à comunidade de Paraíso fomos recepcionados pela população que nos esperava ansiosa na beira do barranco para iniciar a construção da capela que tem como patrono Santo Expedito; foram dois dias de muito trabalho em baixo de muita chuva para que a construção fosse erguida. A comunidade foi extremamente acolhedora, parte dos homens e jovens trabalhavam na construção da capela em quanto outros pescavam, as mulheres por sua vez preparavam nosso alimento. Na hora da ceia um verdadeiro banquete amazônico “peixe assado, arroz, farinha e tucupi com pimenta”… um espetáculo!

No domingo por conta da construção da capela nossa celebração aconteceu na casa de farinha entre os tipites, gamelas, etc. para nos e para a comunidade uma experiência inesquecível de comunhão com Deus em todos os aspectos.

Nossa igreja, animada pelo espírito missionário, visita, observa, evangeliza, mas também denuncia. Esta comunidade de nome expressivo “PARAÍSO” esconde uma desumana realidade amazônica: dezenas de famílias vivendo em uma situação de miséria humana, psíquica e social que deveria ser denunciado em todo o mundo para que saibam da verdadeira realidade do caboclo amazônico.
Dá para acreditar que na maior bacia de água doce do planeta há homens, mulheres e crianças sem ter acesso ao consumo de água saudável? Dá para acreditar que crianças de dois anos de idade não tenham se quer um dente saudável na boca? Da para acreditar que crianças e jovens estejam viciadas nas drogas licitas e ilícitas em conseqüência do ócio? Diante disso não podemos nos calar; temos que fazer uma corrente de informação se possível virtual para ser ecoada em todo país a triste realidade deste que são conhecidos como os GUARDIÕES DA FLORESTA.

A zona franca através da SUFRAMA em 2010 arrecadou mais de trinta bilhões de reais um recorde econômico, o que não podemos esquecer é que este modelo segundo a SUFRAMA é responsável por 80% da preservação da floresta, então por que não cuidar com amor dos que a protegem? Para onde vai todo este recurso? Diante disso, somos chamados a refletir criticamente sobre esse “modelo” temos uma capital rica e um interior pobre.

Por fim, muito se fala sobre a Amazônia, de sua fauna e flora, suas mineiras, suas reservas petrolíferas e sua abundância hídrica, porém, pouco se fala do personagem mais importante da Amazônia: o caboclo, a figura mais importante e que não deveria ser esquecido, marginalizado, explorado. Irmãos, temos que expressar aos quatros cantos do mundo, nossa sensibilidade de discípulos de Jesus Cristo, missionários e evangelizadores. Acima de tudo, temos que gritar se for necessário em nome dos menos favorecidos assim como fez Dom Bosco em favor dos jovens de sua época.

Essa ação missionária faz parte de um processo de renovação da pastoral da itinerância envolvendo os leigos e sobretudo, animando e formando, a partir da experiência, jovens missionários. Estamos no ano das Santas Missões Populares e esperamos fazer dela uma excelente ocasião para renovar o ardor missionário de nossa Paróquia.

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