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Jovens Voluntários Missionários respondem ao clamor ribeirinho

Manicoré/AM – O cotidiano vivido por centenas de pessoas nas comunidades rurais do Município de Manicoré (Amazonas), constitui uma delicada realidade; é algo desconhecido que precisa ser revelado, onde a ausência dos serviços básicos é um dos maiores problemas. Para visitá-las é um desafio, pois a logística na Amazônia é um tanto complicada, mas superada com boa vontade.

Quando vamos ao encontro das comunidades rurais do município, na área da Paróquia Nossa Senhora das Dores, se constata o abandono em que vive o povo. Por causa da situação de descuido em que vive centenas de famílias, cada ano, muitas são obrigadas a deixarem para trás suas terras e seus sonhos. Deixam as comunidades rurais e migram para as periferias da sede do município ou para capital em busca de dias melhores, fugindo de uma triste realidade que só quem está inserido nela pode expressar; muitas vezes manifestadas através do grito da rebeldia ou da negatividade (pessimismo) como forma de revelar seu total esquecimento. No estado do Amazonas essa triste realidade do homem do campo desmascara o discurso do “homem guardião da floresta” em nome da sustentabilidade para a vitrine do mundo.

Estamos na era da informatização onde a criança cada vez mais cedo tem acesso ao telefone móvel, ao computador portátil e às enxurradas de informações que chegam através dos meios de comunicação. O Pacto pela Saúde reforça o SUS como uma política de Estado que tem seus princípios garantidos na Constituição Federal. Um compromisso dos gestores do SUS é a efetivação de iniciativas que ampliem a mobilização e promovam a cidadania, favorecendo o acesso e maior qualidade aos serviços de saúde; porém, essas políticas públicas estão longe de se fazerem parte da vida de centenas de ribeirinhos entregues à própria sorte, desprovidos das necessidades mais básicas como saúde, água tratada, energia elétrica, meios de comunicação; além disso, por causa da ausência dos serviços públicos, centenas de jovens tornam-se vulneráveis aos males sociais que chegam à contramão dos benefícios sociais e das políticas públicas no Estado que mais cresceu economicamente nos últimos anos (o Amazonas).

Como contribuição para a mudança dessa realidade mapeada, a Igreja Católica está renovando a pastoral da itinerância envolvendo os leigos nesse serviço. Os jovens estão ganhando destaque nessa pastoral e fazendo sua experiência missionária através do voluntariado. Todo final de semana um grupo de voluntários missionários jovens, da cidade, percorrem parte da calha do Rio Madeira ou um de seus afluentes (lago ou igarapé) e vai ao encontro de outros jovens com objetivo “de despertar na juventude a visão crítica da sua realidade para serem protagonistas de mudanças positivas testemunhando a vivência de valores humanos e cristãos”.

Em vista disso, somos levados a refletir sobre a realidade do discurso do “homem guardião da floresta”, da realidade social que faz parte de sua vida e das mudanças que são necessárias para que nossos irmãos possam viver com dignidade e cuidar de sua família; a nós jovens missionários ou não, nos cabe o compromisso de evangelizar para uma vida mais digna e denunciar, quando necessário, os sinais de morte, pois temos em nossas mãos a missão de contribuir para uma sociedade melhor.

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