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Formador, cuide também de sua formação!

Quando e onde e quem: Nos dias 12-16 de Setembro, em São Paulo, no Instituto Pio XI, acontece um curso para formadores. São 52 salesianos que atuam nas diversas etapas da formação inicial. Vindos do Brasil, da Argentina, do Paraguai, do Uruguai e do Chile. Formadores bem jovens com um anos de ordenação e outros já idosos com mais de 70 anos.Convidado um jovem pós-noviço da Inspetoria do Nordeste.
Assessorando o curso: duas psicólogas ( uma brasileira e uma paraguaia) e um salesiano doutorado em moral. Presente uma representante do Pe. Chereda.

A comunicação nas palestra, nas dinâmicas grupais, nas celebrações e nas refeições corre tranquilamente em português e espanhol, intercalados por oportuno portunhol e a alegria serena. Tudo organizado pelas Comissões Nacionais de Formação das cinco países e encaminhado no encontro de formadores de Santiago do Chile em 2019.

O tema do curso: itinerário de formação para a afetividade e a castidade consagrada. A finalidade do encontro-curso : trocar experiências na busca de um itinerário formativo que responda às exigências de cada etapa formativa. A urgência da temática do curso também vem dos inúmeros casos de abandonos e desistências motivadas por crises afetivas, de experiência de vida sexual de religiosos com, e da reflexão sobre não poucos casos de delito sexual envolvendo irmãos, sem omitir os desafios que as novas mídias propiciam ao facilitar o acesso a um mundo muitas vezes doentio de práticas sexuais, até passíveis de processo. Se não há convicções há o recurso à censura e ao controle, que as novas gerações sabem como driblar.

A dinâmica do curso foi de breves exposições e muitas oficinas de pequenos grupos. Os assessores optaram por fazer com que cada formador presente olhasse sua vida pessoal, mergulhasse nos seus sentimentos, se confrontasse com casos lamentáveis de padres em situação limite na área afetivo-sexual. Como ficariam nós formadores se todas as mediações que hoje empregamos com os jovens formandos fossem exigidas para nós? Como é que tratamos os fantasmas e possíveis traumas de nossa vida afetiva e anteriores experiência sexuais? As feridas que tantos jovens que chegam, originadas em famílias fragmentadas, elas só algo somente deles ou marcam também a afetividade e o dinamismo sexual dos adultos formadores? O nosso desafio é que há trinta, quarenta, cinqüenta anos atrás, temas de vida afetiva e do dinamismo sexual humano eram tabu no processo formativo vigente na ocasião.

A metodologia de auto-avaliação, de introspecção foi aprovada por todos; alguns veteranos diziam: “nunca eu tinha me feito certas perguntas”; outros:” É total novidade ter que escrever sobre a História de minha vida sexual”. Material que ficou em sigilo, mas que provocou a acostumada tranqüilidade. Antigas formatos da Confissão podem ter criado obsessões pelos tipos de perguntas feitas e pelas orientações dadas, sem esquecer conselhos gerais tais como “reza que tudo passa”e a centralidade do sexto mandamento como sendo o determinante na vida moral. Novamente veio a tona a importância do conhecimento da situação familiar de nossos jovens candidatos e que eles mesmos tenham instrumentos de reflexão sobre vivência afetivo-sexual pregressa que, se forem inicialmente desastrosa ou traumáticas, poderão levar a uma vida religiosa ou matrimonial marcada por deslizes escandalosos e contra-testemunho.

Destaques temáticos: 1. terminologia referente a vida afetivo-sexual (palestra e leituras grupais):; certa confusão de conceitos entravam nosso serviço de formadores; 2. desenvolvimento psico-social e psico-sexual; 3. Mitos e controvérsias na Vida Religiosa sobre o tema; 4 A História de minha vida sexual(palestra e laboratório pessoal); 5.Vampiros emocionais; 5. Genograma (laboratório pessoal); 6. Formação dos laços afetivos; 7. A síndrome de Peter Pan; 8. A afetividade e a sexualidade como um valor.

Referência norteadoras: A Ratio, O Magistério da Igreja sobre o tema e o texto “Sexo, Sacerdocio e Iglesia” de Len Sperry,SJ. A orientação para a castidade não foi orientada por casos de delitos ou anormalidades. Os votos proferidos não priorizam renúncias a sentimentos legítimos e normais num ser humano, proibições ,negações, mas proferidos por uma motivo de amor, como resposta de um amor recebido e como propósito de viver para o amor aos outros.Esta opção de amor, não suprime as pulsões dos sentimentos e nem a dimensão sexual de nossas vidas. As contradições pessoais comunitária nestas questões são manifestações de narcisismo ou vestígios de fixações e traumas passados. A castidade consagrada é uma opção de uma vida, que mesmo na fragilidade, se volta para fora, para o outro, para a doção para a entrega pessoal pelo Reino. Mais isolamento, e possível mais luxuria. Mais individualismo, e possível mais castidade fragilizada. Possíveis fragilidaes da vida e no relacionamento comunitários podem se originar em fixações e/ou feridas em etapas da vida familiar. Como viver uma amor oblativo, generoso, em total dedicação aos outros quem não cresceu numa experiência de amor no seu lar?.

Mais desencontros-traumas internos e possíveis mais fugas ou substitutivos afetivos, que dificultam a vivência da castidade consagrada. Muitos jovens, e não só eles, apostam tudo na força de vontade mas quanta energia irão desprender para conseguir uma tranqüila e serena castidade? Se o esforço for desproporcional, nada aconselha optar pela vida fraterna e pela vida de castidade consagrada. Fraca ou pobre ou distorcido relacionamento afetivo entre os comunitários e mais busca de amizades e partilhas lá fora.

Na conclusão do encontro, foi levantada, em grupos, por etapas formativas, uma lista de tema que possam ser parte de um itinerário de formação para uma sadia afetividade e uma educada sexualidade orientada à castidade, Os assessores deverão sistematizar a longa lista de temas e reenviá-la para que, ou por nações ou por inspetoria, as CIF iniciem uma caminhada de explicitação dos temas bem como indicativos didáticos ( subsídios) que favoreçam sua internalização.

O clima formativo do curso foi o melhor possível: muitas fraternidade e muita seriedade; permanente pontualidade nem saídas para compromisso fora.. Muita descontração, permanente participação ativa de todos. Intercâmbio lingüístico, nos grupos ora separado por línguas oura misturado.

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