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CONGRESSO INTERNACIONAL: DOM RUA 3

Roma/Itália – Nesta sexta-feira o tema principal desenvolvido foi sobre a importância das missões no período de Dom Rua como Reitor Mor, diante da grande onda de emigração da Europa para os países do continente americano, com os problemas que seguem este fenômeno.

Entre 1870 e 1914 foi possível assistir a um maciço fluxo de migração que envolveu muitos países europeus e não somente. Levando ao surgimento de alguns problemas graves, como: a capacidade de acolhida dos imigrantes por parte da sociedade de destino; fluxos de migração imprevisíveis, com a legislação e com políticas de migração insuficientes; desafio da integração de grandes massas de emigrantes nas sociedades de chegada; e o confronto entre culturas substancialmente diferentes, algumas apenas “informadas” sobre a fé em Jesus Cristo. Dom Rua diante desta situação criou a Comissão Salesiana pela Emigração, que tinha como objetivo: “oferecer gratuitamente tutela ou conselho, assistir com a proteção professional gratuita de advogados, juízes, médicos, com a correspondência, a quem era necessitado de ajuda juridica, falando diretamente com as autoridades e procurando documentos, emprego e à volta para a própria pátria caso fosse necessário.

Dom Rua incentivou através de cartas mandadas aos diretores e inspetores que eles colaborassem neste trabalho, enviando informações ao governo italiano sobre o número e a situação dos emigrantes e pedindo subsídios para a promoção da língua e da cultura italiana. Um exemplo da eficácia do trabalho salesiano neste período pode ser visto através do número de alunos nos vários países: Argentina (2206), Oriente (1057), Brasil (1030), Patagônia setentrional (887), Chile (847), Uruguai e Paraguai (540), demais [Patagônia meridional, Perú, Bolívia, Equador, Colômbia, México, USA] (1501).

A pastoral salesiana em prol da emigração tinha como tipologia a dimensão explicitamente religiosa, ou seja a salus animarum, o cuidado das almas pela salvação de todos; a sua dimensão social, em modo particular através das publicações; e a dimensão salesiana-educativa, feita em escolas primárias e de todos os outros tipos, formais e informais, Oratórios, paróquias e capelanias. Como se pode notar a Congregação Salesiana durante o reitorado de Dom Rua teve um grande desenvolvimento missionário. Os salesianos aumentaram a sua presença na América Latina, e começaram as atividades nos Estados Unidos, na África e na Ásia. Em todos os lugares procuravam continuar o compromisso apostólico nos campos de apostolado destinado por Dom Bosco: cuidar dos jovens necessitados, pastoral dos emigrantes, especialmente italianos, apostolado entre os indígenas. Para realizar os próprios fins construíram escolas de vários tipos, colégios, oratórios, paróquias italianas, visitas pastorais, difusão da imprensa e centros missionários.

A sua generosidade conheceu alguns limites como por exemplo: falta de pessoal e de financiamento, situações políticas locais tensas, concepção redutiva de inculturação do carisma salesiano, considerada como o reproduzir leteralmente nas terras de missão não somente as instituições e estruturas fundadas por Dom Bosco no Piemonte, mas também os costumes e o estilo que “renhava” nestes. Elementos da cultura e da religiosidadde popular italiana pertenciam à vida salesiana ordinária pelo simples motivo que esta tinha nascido e se desenvolvido no Piemonte. O problema surgiu com a expanção da obra salesiana no mundo quando os salesianos, querendo permanecer fiéis ao Fundador, procuravam imitar e repetir tudo o que ele tinha feito (por exemplo na Patagonia, no Brasil e na Polônia).

A ligação natural entre salesianidade e italianidade encontravam o seu apoio também na estratégia missionária de Dom Bosco que via na comunidade dos emigrantes italianos na Argentina a grande possibilidade para a penetração nos Pampas. Tal idéia foi reforçada e continuada por uma linha pastoral dos bispos latino-americanos os quais viam nos imigrantes italianos, pela sua religiosidade, a força de um novo nascimento da igreja e da sociedade local. Consequentemente em modo generoso ajudavam em diferentes modos os sacerdotes e religiosos italianos. Esta corrente de um certo favorecimento da cultura italiana além do continente foi assumida também pelo Estado Italiano. Sob o incentivo de alguns parlamentares que queriam recuperar o prestigio italiano no mundo através a promoção da cultura italiana, se pensou em ajudar os missionários italianos no mundo, considerando-os uma promessa de “italianidade”. Os salesianos, inseridos em tal projeto, foram beneficiados pela ajuda governamental para as suas escolas no continente americano.

Colaborando muito com as “Assossiações nacionais de socorro aos missionários católicos italianos”, ou seja uma entidade que nasceu para apoiar os missionários dispostos a difundir a cultura italiana. Os salesianos inseridos neste jogo de vários interesses se transformaram, em boa parte em modo involuntário pois motivados pelo desejo de realizar o bem, promotores de “italianidade”. Tal espírito encontramos em algumas Circulares de Dom Rua, nas cartas dos missionários, nos seus “rendicontos” e nas escolhas pastorais e educativas concretas em terra de missão. Nos tempos de Dom Rua a Congregação, próprio pela sua expanção, se transformou em um organismo internacional. Tal fato provocou tensões em relação ao delicado processo de inculturação do carisma salesiano. Em 20 de março de 1919 o Capítulo Superior decretou: “de comunicar ao irmãos que o Capítulo Superior deseja, no limite do possível, que se faça pelos irmãos conacionais não italianos, o que se faz pelos italianos”. Um sinal visível de uma superação da “hegemonia” da “italianidade” entre os salesianos. Em boa parte devido aos irmãos de outras nacionalidades, também missionários no tempo de Dom Rua. Se pode afirmar que foi próprio no reitorado de Dom Rua que a iniciativa salesiana em prol dos emigrantes amadureceu a sua temporada mais fecunda. Foi o mesmo Dom Rua a declarar: “Se não tem o fogo os grãos de incenso, permanecem simples grãos de incenso. é necessário o fogo do amor de Deus e da caridade pelo próximo: a piedade com a caridade serve para aumentar ainda mais este fogo. As vezes vemos as brasas pegar fogo, assim será com a nossa piedade, se acompanhada pela caridade” (A II 608).

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