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Conclusão de mais uma etapa de Quito.

Depois de 22 dias concluímos nesta quinta-feira a segunda etapa do curso de Docência em Salesianidade no Centro Salesiano Regional de Quito. Éramos 35 participantes, a grande maioria leigos/as. É um sinal dos tempos. O carisma de Dom Bosco retorna, contudo, às mãos daqueles com os quais ele começou o migrante oratório, ou seja, os leigos/as seus primeiros colaboradores. Como disse Casini, um ex-oratoriano que Dom Bosco enviou ao seminário diocesano, quando soube da morte de Dom Bosco: DOM BOSCO NÃO PODE MORRER! Este é o espírito do curso. Nascer a cada momento com o mesmo DNA que deu vida ao nosso fundador.

A partir desta motivação nossos esforços de estudos tiveram dois centros de atenção: a experiência do oratório e a fundação da Sociedade salesiana. O que podemos concluir desses aspectos?

1. O oratório salesiano não é uma realidade estrutural, mas a maneira de estar com os jovens, por conseguinte o oratório funciona ali onde está o salesiano em diálogo com os jovens, sobretudo, os mais pobres. É o encontro da amizade que acolhe e propõe o Evangelho como caminho para encontrar Jesus. Dom Bosco era assim. Ele fazia de um pequeno espaço um grande oratório. De alguns meninos esfarrapados e famintos uma multidão que ele nutria com a presença, com o pão e a Palavra de Deus. Era um migrante em busca da terra prometida. Na verdade o oratório foi uma experiência de Êxodo permanente na vida de Dom Bosco. A capacidade de sair de si mesmo para encontrar os jovens onde eles estão: nas praças, nos lugares de trabalho, nas prisões. É um Dom Bosco missionário que nos chama, como Aparecida, a sermos missionários do Senhor nesta grande missão continental.

2. A Sociedade salesiana nasce dentro desta realidade oratoriana migrante. Uma forma de ser religioso com uma grande capacidade de rejuvenescimento continuo, pois, as “ feras se transformam em cordeiros missionários”. Esta foi a imagem que ficou em Dom Bosco do sonho de 1844. Aqui temos um desafio para os dias atuais. Muitos dos jovens que batem em nossas portas não chegam da experiência oratoriana, quero dizer, não cresceram vendo os salesianos. Isto é importante? Muito importante porque nosso carisma não amadurece no coração de uma pessoa apenas pelo uso da razão, mas pela experiência concreta do viver com Dom Bosco. Aliás, é da vivência com ele que um jovem se decide por “ficar com Dom Bosco” como disse Cagliero em 1859: “Frade ou não frade eu fico com Dom Bosco!”. Nossas casas precisam respirar do oratório para serem proposta vocacional, ainda mais, é preciso sair das estruturas até agora fixas para levar Dom Bosco aos jovens que ainda não tiveram a chance de vê-lo nos seus filhos. Para mim o desafio desses 50 anos da inspetoria está em não deixar morrer Dom Bosco. Para isto é urgente nascer de novo reavivando o carisma que está em cada um de nós.

3. Como proposta de ação acredito que:
– Precisamos investir na possibilidade de que outros salesianos e leigos possam participar deste curso para fortalecer o estudo da salesianidade;
– É preciso rever o conteúdo da salesianidade desde o aspirantado à luz da proposta do curso de maneira que forme uma mentalidade nova;
– Trabalhar com os formadores na inspetoria para gerar uma mentalidade investigativa sobre a salesianidade;

4. O curso também nos motiva a propor:
– Elaborar um projeto de salesianidade que chegue: 1. Aos salesianos em geral, 2. Aos leigos comprometidos nas obras, 3. A família salesiana.
– Criar equipes de salesianidade nas áreas da inspetoria capacitando o pessoal e mandando alguns deles ao curso em Quito;
– Produzir subsídios e traduzir os livros do Centro Regional que sirvam de base para estudos, pois não temos muita literatura em português;
– Melhorar a comunicação na inspetoria para facilitar e agilizar o acompanhamento via internet do material produzido de salesianidade;

A missão como sempre é desafiadora, mas não estamos sozinhos. Certamente a profa. Meire e o irmão Joel expressão as próprias conclusões.

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