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Colégio Dom Bosco adota nova medida disciplinar

A suspensão escolar tradicional, aquela que deixa o aluno por vários dias em casa, está com os dias contados no Colégio Dom Bosco (CDB). Desde julho do ano passado a escola vem desenvolvendo um sistema disciplinar alternativo e que está conquistando a aprovação e simpatia não só dos pais, mas dos alunos.

O novo método consiste em usar o tempo livre do aluno na prestação de serviços à comunidade educativa. “Se o nosso aluno comete uma falta grave, como brigas e desacatos, a pena, de acordo com as Normas de Convivência do colégio, é a suspensão. A escola então mostra aos pais as duas formas de punição: a primeira, que é a clássica, onde o aluno fica afastado da escola por uns dias e a segunda, que estabelece que, no horário livre, ele venha para o colégio e participe durante uma semana, de trabalhos junto à equipe educacional”, explica a orientadora disciplinar Sandra Elaine Siqueira.

Na suspensão alternativa ocorre o cumprimento de medidas sócio-pedagógicas e educativas, de caráter cooperativo e que é aplicado com o consentimento da família. O estudante infrator, que permanece participando das aulas normalmente, freqüenta durante uma semana, no contraturno (horário em que não está estudando) atividades definidas pelo Setor de Orientação Disciplinar (SOD). Num primeiro momento ele participa de palestras proferidas pela Pastoral do colégio ou por um dos diretores. A palestra deve estar vinculada à falta cometida. “O objetivo é conscientizar o aluno sobre a infração. Neste novo formato disciplinar buscamos ir além da punição, queremos educar e humanizar”, garante Sandra Elaine.

A idéia surgiu quando a equipe pedagógica do colégio percebeu que a medida disciplinar tradicional já não surtia mais tanto efeito. “Observamos que todo um contexto havia se modificado. Antes, quando esse tipo de punição ocorria, sabíamos que a família estava mais próxima e tínhamos certeza que a pena aplicada seria reforçada em casa. Hoje, os pais precisam sair para trabalhar e o aluno que está suspenso, em vez de avaliar a sua falta, vai para o computador acessar a internet ou ver televisão”, avalia a orientadora. O aluno que comete infrações e cumpre este modelo suspensivo, pode atuar como um monitor em sala de aula. Ele auxilia o professor nas atividades pedagógicas, verifica a freqüência dos alunos, orienta as brincadeiras no pátio na hora do recreio entre outras ações cooperativas. O estudante passa a olhar a escola sob uma nova ótica. Afinal, é ele que em certas situações passa a organizar uma sala de aula.

O modelo é respaldado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Quatro orientadores disciplinares ficam responsáveis pelo acompanhamento do processo. A direção já constata uma mudança no comportamento e na forma de pensar dos alunos, além da diminuição nas reincidências. Para o diretor do colégio, Padre Antônio de Assis Ribeiro, a forma adotada é eficiente não só pelos resultados que vem apresentando, mas também pelo seu cumprimento, pois estabelece critérios definidos no tipo de trabalho, horários a cumprir e sentimentos de cooperação e conscientização. “Não é vantagem para nós que as penas tenham um rigor excessivo e sejam ineficientes. Elas precisam dissuadir o infrator, e para isso, não é necessário que sejam cruéis, basta que sejam certas”, finaliza.

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