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CG26 – PRESENÇA SALESIANA NO QUÊNIA, SUDÃO E TANZÂNIA

AFRICA LESTE

Queridos irmãos,

1. A Inspetoria da África Leste (AFE)

Trago a saudação dos irmãos da Inspetoria da África Leste, que compreende Quênia, Tanzânia e Sudão. A Inspetoria tem 10 presenças no Quênia, 10 em Tanzânia e 6 no Sudão. Somos uma inspetoria relativamente jovem. As nossas origens remontam ao ano de 1980 com o lançamento do projeto África por parte do então Reitor-Mor, Pe. Egídio Viganò. Na ocasião das celebrações do 25º aniversário da nossa presença no leste da África, nosso Reitor-Mor, Pe. Pascual Chávez, honrou-nos com uma visita a todas as três nações da inspetoria.

Foi um momento de profundo agradecimento a Deus pelo maravilhoso crescimento com o qual fomos abençoados. De delegação que dependia de Bombaim em 1980, nos desenvolvemos em Visitadoria e em 1994 em Inspetoria. Na re-organização da região África, em 2005, a Uganda foi tirada da Inspetoria AFE e transferida para a Inspetoria África Grandes Lagoas (AGL). Ao mesmo tempo o Reitor-Mor erigiu o Sudão a Delegação.

A Inspetoria tem uma variedade de obras: Centros de Formação Profissional, Escolas, Paróquias, Centro Juvenis, Obras para os meninos de rua, Formação dos catequistas e animação dos jovens. Desde o início da nossa presença na África Leste, foi dada uma atenção especial à promoção vocacional. A Inspetoria possui todas as estruturas de formação, desde os Aspirantados ao Pré-noviciado, Pós-noviciado, Estudantado teológico e Formação específica para os salesianos irmãos. Como resultado, fomos abençoados com vocações. Hoje os irmãos locais formam metade do número total (171) dos irmãos da Inspetoria. Neste ano temos 8 noviços e sentimo-nos particularmente abençoados pelos 9 diáconos que serão ordenados sacerdotes nos próximos meses.

A idade média da Inspetoria é de 36 anos. Os missionários são 98 e os irmãos locais 81. Temos uma boa colaboração com a Família Salesiana na Inspetoria. Mais da metade da população do Quênia, como em outros países, é formada por jovens. Uma vasta missão está à nossa frente, com vários desafios na formação intelectual, social e religiosa das novas gerações.

2. Quênia

Penso que o Quênia tornou-se famoso no mundo nestes últimos meses, sobretudo por causa da crise pós-eleições e pela parada política que duraram dois meses. A crise, provocada das contestações de 2007, trouxe à superfície divisões profundas e antigas na sociedade queniana. Se esquecidas, estas divisões ameaçam a existência mesma do Quênia como país unido. No momento, nenhum lado pode realisticamente governar o país sem o outro. Uma autêntica divisão de poderes era necessária para levar adiante o país e começar o processo de recuperação e reconciliação. O ex-secretário da ONU, Kofi Annan, veio mediar as duas facções políticas. Depois de quase um mês de duras negociações, os líderes políticos concordaram em formar um governo de coalizão e assinaram o Acordo Nacional e Pacto de Reconciliação 2008. Concordaram em trabalhar juntos, de boa fé, através de uma constante consultação e um desejo de compromisso. O povo deu um grande suspiro de alívio. Estamos felizes porque os políticos souberam olhar além dos seus interesses e salvar o país.

Depois do início das tensões étnicas, uma repentina mudança de mentalidade veio sobre o povo. Pessoas que viviam juntas em harmonia e amizade, de repente começaram a olhar-se com suspeito, raiva e ódio. O povo começou a deixar as próprias casas, para áreas onde podiam viver com pessoas do mesmo grupo. Agora, depois de alcançar uma solução política, não é fácil voltar à mentalidade antecedente de harmonia. Sanar as feridas, ser, de verdades, reconciliados e construir de novo uma mentalidade de harmonia e paz são os grandes desafios para o país, sobretudo para os líderes religiosos e para os Salesianos que trabalham com os jovens. De certo modo, creio que esta crise fosse necessária na sociedade queniana. Se oportunamente utilizada, este fato pode ser uma boa ocasião para crescer como nação. Como Salesianos sentimos a necessidade de um plano global para os próximos dois ou três anos, com três objetivos.

Primeiro objetivo: assistência de socorro. Continuar a sustentar o povo atingido com primeiros socorros, como cobertores e alimentos, ajudar estudantes que não tem possibilidade de pagar as próprias despesas, comprar as fardas escolares para que continuem a estudar, neste ano.

Segundo objetivo: aprender a viver juntos. Isso compreende vários projetos para ensinar aos estudantes a viver juntos na paz, desenvolvendo um maneira prática de coexistência entre diferentes grupos de pessoas, baseando nisso, nos próximos anos, todos os programas dos nossos centros de animação DBYES; publicar e distribuir cartilhas e folhetos, preparar programas de rádio FM, produzir vídeos sobre heróis e heroínas de um Quênia unido, guiar sessões de cura/reconciliação para os jovens; prover serviços de acompanhamento para aqueles que tem necessidade.

Terceiro objetivo: reconstrução, assumindo algumas escolas que foram destruídas. Foi concretizado um centro de emergência em Quênia, pelo nosso Escritório para o Desenvolvimento. O diretor do centro está em contato com várias agências para esta finalidade.

3. Sudão

O Sudão é um país que sofreu 21 anos de guerra civil entre o norte árabe e o sul cristão/animista. A nossa presença em Sudão sofreu muito, nestes anos. Tivemos que fechar três casas no sul: Juba, Maridi e Tonj. Foi-nos possível voltar a Tonj e a Juba em 2006.
Não foi fácil para os inspetores visitá-los regularmente. Depois da assinatura do acordo de paz, em 2005, começou um lento processo de reconstrução de estradas, infra-estruturas e administração. Também se ainda não existir uma pista asfaltada ou a disponibilidade de energia elétrica, em todo sul do Sudão, as coisas estão bem melhor que antes. O povo do sul tem necessidade de assistência de todo tipo.

Não tiveram escolas primárias e secundárias por vinte anos, não tendo salesianos que cuidassem delas. Na nossa missão de Tonj existem mais de 200 povoados que necessitam ser evangelizados, milhares de pessoas que necessitam do batismo e outros, muitos mais ainda, que necessitam de catequese e preparação aos sacramentos. No centro de formação profissional de El Obeid recebem instrução profissional, em turnos, cerca de 1000 estudantes, dos quais 400 são da região em conflito de Darfur. Nestas situações existe a tentação de querer fazer demais, tornando-se sobrecarregados e frustrados.

Nós exprimimos a nossa gratidão a Pe. Valentim de Pablo (RIP) e a Pe. Francis Alencherry que compreenderam a situação do Sudão e agiram. Primeiramente o Reitor-Mor transformou o Sudão numa delegação, assim as necessidades podem ser mais bem acompanhadas. Pe. Francis Alencherry, como Superior das Missões, levou o Sudão à atenção da Congregação, por dois anos consecutivos. Ele, também, reforçou a comunidade do Sudão com mais pessoal. Muitos novos missionários vieram com entusiasmo e generosidade. Os frutos já são visíveis. Num período de menos de dois anos, desde a criação da delegação, Pe. Jacob Thelekkadan e seu conselho fizeram grandes progressos na organização da delegação. Em maio deste ano os primeiros dois salesianos sudaneses serão ordenados presbíteros. Eles são um sinal de grande esperança par o Sudão.

4. Tanzânia

Penso não seja justo não falar nada a propósito da Tanzânia. A Tanzânia sempre foi conhecida como uma nação pacífica, com sua capital Dar es Salaam, um santuário de paz.

Na Tanzânia, a Igreja católica é bastante desenvolvida, com 33 dioceses. Temos grandes oportunidades para o trabalho salesiano em Tanzânia. Um exemplo é o inteiro trabalho de organização da pastoral juvenil e catequese, na diocese de Dar es Salaam, que é-nos confiado. Na diocese de Iringa, a formação de todos os catequistas (900) da diocese está sob o cuidado dos salesianos. Temos 10 presenças em Tanzânia, com a 11ª em construção: é o Pós-noviciado, que foi separado do Pós-noviciado de Moshi.

Desejaria pedir as vossas orações para a nossa missão na África leste, de maneira a poder responder aos grandes desafios da situação juvenil com a mesma paixão e coragem de Dom Bosco.

Pe. Joseph Pulikkal
Inspetor AFE 

[A tradução do italiano para o português apresenta algumas deficiências]

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