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BOA NOITE DO VIGÁRIO DO REITOR-MOR

Carissimos irmãos:
Ao entrar na Igreja foi-vos dada uma imagem particular de Dom Rua. Digo particular porque vedes um Dom Rua sorridente. É esta uma atitude desconhecida da fotografia que temos dele, mesmo se as biografias dizem que era um homem amável e com um carácter jovial. Em geral, ele aparece nas fotografias sempre sério, austero, um pouco tenso… Talvez tudo isto era devido aos longos momentos de postura durante os quais era preciso estar imóvel para que a imagem se imprimisse na película dos primeiros aparelhos fotográficos.

Esta, no entanto, é uma bela fotografia, um belo retrato conseguido por dois artistas da Inspectoria de Cracóvia, os irmãos gémeos Robert e Leszek Kruczek. Parece mesmo que estes dois irmãos gémeos sejam uma só pessoa, um só espírito artístico quando pintam e quando fazem uma escultura. Brincando diz-se mesmo que para terminar antes o seu trabalho faziam turnos. Um dormia e o outro pintava e depois se alternavam…

Olhai para esta fotografia. Podereis ver, antes de mais nada, o sorriso de Dom Rua. Algum, como o Reitor Mor, diz: “É um milagre…”! E talvez pudesse ser útil em vista da sua canonização…Um particular muito belo é que a sombra projectada do corpo de Dom Rua é na realidade um outro retrato, o de Dom Bosco. O simbolismo é certamente uma tentativa para adivinhar. Dom Rua foi grande sobretudo em fazer ressaltar na sua vida a imagem de Dom Bosco. É um pouco o que se nos pede a nós salesianos neste capítulo geral: reflectir na nossa vida a verdadeira imagem de Dom Bosco.

Cada manhã quando percorro o corredor que me leva ao escritório encontro diante de mim Dom Rua. Acendo a pequena luz que o ilumina e o seu sorriso fica resplandecente. E digo-lhe: “Dom Rua, dá-me uma mão! Ajuda-me a fazer o bem hoje… antes o “nosso” trabalho: o de estar vizinho a Dom Bosco”.

Todos recordamos uma outra fotografia importante da história da nossa congregação, a de Dom Bosco ancião ou doente sentado, em Marti Codolar, em Barcelona, no meio de um grupo de Eclesiásticos, Salesianos, Cooperadores, Benfeitores e rapazes. Dom Viganó dizia: “Esta é a melhor foto de Dom Bosco!”. Nesta foto agrada-me fazer notar que é a foto mais espontânea de Dom Rua. E parece-me que seja um pouco um ícone daquilo que deve ser o vigário do Reitor Mor.

1 Antes de mais nada, vê-se Dom Rua nas costas de Dom Bosco. É um sinal de respeito a Dom Bosco. Inclinado para ele, com sentido de afecto, para escutar o que o Pai diz. Talvez disposto a dar um conselho discreto. Certamente sempre em profunda comunhão com ele, com Dom Bosco.
Penso como seja importante para mim, no papel de vigário, para os membros do conselho, para os Inspectores estar em profunda comunhão com o Reitor Maior, com o Sucessor de Dom Bosco. Estar por trás, mas imediatamente vizinho. Pronto par escutar indicações, pronto a sugerir quanto no Senhor parece justo. O papel que nos vem assinalado é um compromisso de Congregação. Somos chamados a levar à frente juntamente à missão, mas devemos estar muito unidos no espírito. As Constituições, no art. 126, dizem-nos que o Reitor Maior é o Sucessor de Dom Bosco. Ele é o Pai e o centro de unidade da Família Salesiana.
Penso a como se deve transmitir o conteúdo de um Capitulo unido às suas indicações. Penso a como se deve comunicar, transformando-o em animação de directores e de irmãos, quanto ele escreve através das cartas e da estreia. Penso a como se deve valorizar, do ponto de vista formativo, uma sua visita na Inspectoria, dando prioridade aos encontros. Antes de mais nada aos Irmãos, depois aos membros da Família Salesiana e aos leigos colaboradores. Em terceiro lugar aos jovens, sobretudo, os mais velhos. Por fim, às autoridades politicas ou ao Presidente da República.
Entendei-me bem. Não se deve fazer um culto da personalidade. Mas trata-se sim de ter um sentido carismático ao mesmo tempo forte e simples. Dom Bosco deve estar sempre e no centro e o seu Sucessor também. Porque ele é o nosso guia carismático, o ponto de referência primeiro da fidelidade do nosso caminho vocacional e pastoral. Considero isto o meu primeiro compromisso de colaboração com o Reitor Maior. O cuidado da comunhão e da unidade da nossa Família.

2. Uma segunda tarefa, confiada ao Vigário é o da disciplina. Este tema será tratado durante um dia nesta capitulo geral, um dia de reflexão, sobretudo sobre temas particularmente graves e dolorosos. Neste momento gostaria de recordar simplesmente a mim e a vós que o cuidado da disciplina é um verdadeiro amor à congregação. As convicções mais profundas e a fidelidade ao espírito se concretizam na modalidade de vida, nas escolhas de comportamento, na aceitação das condições que guiam com prudência na nossa vida, na organização das nossa comunidades como o poder “guardar” (ajudar, sustentar, guiar) os irmãos e, ao mesmo tempo, “ser guiados” por eles. A autoridade vem da palavra latina “augere”. É verdadeira autoridade só aquela que os faz conhecer.
Se é verdade que todos, neste sentido, temos o dever de fazer crescer os outros, qualquer um de nós tem um dever de responsabilidade, deve perguntar-se se verdadeiramente se tem a peito o crescimento dos irmãos e opera de acordo com este objectivo. Às vezes o descuido (ausência de animação, desinteresse, uma má pensada autonomia das pessoas em particular: “são todos adultos… que se arranjem…”) pode produzir feridas ou perdas graves. Creio que devemos interrogar-nos sobre esta responsabilidade. A melhor disciplina, sabemo-lo, nasce “preventivamente” de uma boa animação inspectoria e comunitária, de um encontro constante e atento dos irmãos (colóquio como o Director, com o Inspector), do cuidado daqueles momentos que Dom Bosco chamava de momentos importantes para a renovação interior como o retiro mensal ou os Exercícios Espirituais (Const. 91). Um Inspector dizia-me: “Sabes, prefiro convidar a fazer os Exercícios nesta cidade, onde há um Santuário Mariano… A oração mariana e a grande possibilidade de se confessarem faz com que alguns coloquem em ordem as suas coisas e recomecem um caminho de fidelidade”.

3. Uma terceira tarefa confiado ao Vigário é o da Família Salesiana. É uma tarefa confiada a todos nós, se queremos ser como Dom Bosco. Recordo o art. 5 das Constituições, que diz como “de Dom Bosco surgiu um grande movimento de pessoas que, de vários modos, trabalham para a salvação da juventude”. A Família Salesiana, segundo as nossas Constituições não é apenas uma tarefa de animação que nos é confiada. Mas é um modo de ser Salesianos. Dom Bosco era assim. Vitalizava todos os recursos apostólicos que tinha à sua volta e a finalidade era uma só: o bem dos jovens. Porquê os Salesianos? Para o bem dos jovens. Porquê as FMA? Porquê os Salesianos Cooperadores? Para o bem da juventude. Porquê os Antigos Alunos? Para colaborar na construção de uma cidadania nova e activa pela educação e pelos jovens… Esta mesma paixão apostólica não deveria impulsionar-nos a fazer o mesmo? Não vos parece que algumas vezes estamos um pouco parados dentro das nossas obras. É verdade que não se trata de as abandonar, mas de torná-las centro de animação e promoção de pessoas e de grupos para o bem dos jovens… Cuidamos, talvez, de animar os grupos da Família Salesiana que temos, mas não nos vem ao pensamento tornar presentes outros… Porque não dizer às vezes:”Porque é que o vosso grupo ou a vossa família religiosa não toma uma presença nesta cidade, nesta região, nesta nação…? Há necessidade de que venhais para aqui… Há tantos jovens…”
Caros irmãos, talvez devemos descobrir ainda muita da potencialidade da Família Salesiana. Devemos conhecê-los mais, estimá-los mais. Partilhar mais sobre o plano da Formação, da fraternidade, do trabalho apostólico. Esta seria verdadeiramente uma meta bela. Nalgumas Inspectorias è já uma realidade. Obras nas quais a Família Salesiana trabalha conjuntamente e com grande eficácia. Convido-vos a pensar nalguma coisa para a vossa Inspectoria.
A este propósito gostaria de voltar ao interior do quadro de Dom Bosco, o de Marti Codolar, para escutar, ainda convosco, tudo o que Dom Bosco nos sugere para ser hoje a sua “sombra”, antes, a sua presença verdadeira.
Boa Noite.
Pe. Adriano Bregolin.

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