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Bem-aventurado João Paulo II

Bem-aventurado João Paulo II, o grande!

Recordo como hoje o anúncio de nomeação do cardeal polonês Karol como primeiro papa não italiano depois de muitos séculos. Na época, 1978, eu tinha 16 anos. O novo papa surpreendeu a todos nós com vários gestos, palavras e as emocionantes viagens pelo mundo. Foi o primeiro papa que tive a oportunidade de acompanhar todo o pontificado. Agora, ele será beatificado – “Santo Já”.

Desejo comentar alguns aspectos que marcaram minha vida na escuta de João Paulo II. A primeira vez que vi o papa de perto foi da sua visita a Manaus. Foram poucos minutos, mas deixaram uma imagem que eletrizava e cativava.
Quando morei em Roma, 1992-1995 tive várias oportunidades de ver o papa. Comento algumas que marcaram a minha vida. Uma delas foi a abertura do Sínodo Africano. A Basílica de São Pedro estava repleta. O Continente africano estava lá. O coral com mais de 350 vozes, todos africanos. Os instrumentos de percussão também eram da cultura africana, assim também como os cantos. Uma longa procissão com jovens portando luzes e os padres sinodais com os paramentos típicos africanos deram uma forma diferente a todo o ambiente. No semblante do Papa a alegria de reunir o Continente africano para pensar a Igreja na África. Outro momento significativo foi a abertura e a clausura do Sínodo sobre a Vida Consagrada. A Praça de São Pedro estava repleta de religiosos/as. A Basílica não cabia mais de tanta gente. Religiosos de todas as partes do mundo estavam lá. João Paulo II estava radiante. Sua voz firme e, seu carinho pela vida consagrada nos deixava orgulhosos por ser o que somos.

Não posso deixar de comentar aqui o encontro entre João Paulo II e o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I. Aquele dia foi inesquecível. Eu estava no interior da Basílica de São Pedro. O papa aguardava a chegada do Patriarca na porta central da Basílica. Um grande abraço de acolhida marcou aquele encontro. Em seguida, ambos entraram. Era um momento histórico para nós. João Paulo II sorria, acenava, fazia gestos de delicadeza para Bartolomeu. Era uma cena belíssima. Eles subiram no altar da confissão, mas não comungaram juntos. Naquele momento percebi a tristeza no rosto do papa. Era a imagem de dois irmãos que ainda não podiam comer do mesmo pão e do mesmo cálice.

Outro momento importante para mim foi o encontro que tive com João Paulo II no seu escritório. Dom Walter Ivan de Azevedo, então bispo de São Gabriel da Cachoeira, me convidou para acompanhá-lo neste encontro com o papa. Ele entrou no escritório e demorou uns quinze minutos. Depois me chamaram. De repente eu estava diante do papa. Fiquei sem ação. O papa me estendeu a mão e apertou forte. As palavras não saiam. Ele me perguntou: como você se chama? De qual Estado do Brasil você é? O que fazes em Roma? Você está feliz em Roma? Depois chamou Dom Walter e mandou tirar fotos. Em seguida, me entregou um presente. Perguntou se eu queria dizer algo. Pedi a benção para minha mãe. Ele me deu um presente pra ela. Não sei quantos minutos durou aquele encontro, mas foi intenso. A presença de João Paulo II era carismática. Agradeço a Deus por aquele encontro tão significativo.

Meu último encontro frente a frente com o papa foi em 1995, nas vésperas do meu retorno para o Brasil. Participei de um curso no Vaticano para confessores. No final tivemos um encontro com o papa. Éramos uns 200 padres. Estávamos todos arrumados e bem comportados na sala Clementina. De repente entrou o papa. Logo ficamos de pé. O papa falou baixinho algo para o secretário. Ele foi ao microfone e disse: “O papa quer cumprimentar a todos pessoalmente”. Arrastamos as cadeiras e fizemos um grande círculo. Ele passou e conversou rapidamente com cada um de nós. Quando chegou a mim eu disse: “santo padre sou brasileiro de Manaus”. Ele olhou e disse: “Manaus, que calor”. Simpático, próximo, atencioso, assim era João Paulo II. Ele foi um grande papa. Mereceria ser chamado o grande.

Neste dia 01 de maio ele será beatificado pelo papa Bento XVI. Um momento raro na historia da Igreja, quer dizer, um papa beatificar o anterior, mais ainda, seu grande amigo. É uma alegria. Deus seja louvado. Querido João Paulo II, intercedei por nós. Aqui na paróquia vamos colocar um grande banner com a imagem de João Paulo II e de Irmã Dulce. Queremos assim prestar nossa homenagem a estes santos que vimos, ouvimos e tocamos com nossas mãos. Louvado seja Deus!

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