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As tentações de Jesus hoje

No Evangelho de Lucas encontramos um relato muito significativo do ponto de vista da superação do ser humano, de suas lutas e conquistas. O personagem principal é Jesus de Nazaré; o tentador é o demônio, personificado no encantamento de um projeto de total servidão: abundância, poder e prestígio (Lc 4,1-13). Jesus está no deserto há 40 dias e sente fome e sede. O demônio se manifesta e oferece a saída para as necessidades de Jesus. O deserto nada mais é do que o lugar de escravidão dos ser humano. O distanciamento de tudo para encontrar-se com algo que possa preencher o vazio que sentimos e não sabemos aonde podemos encontrar sentido.


1. A abundância (vv.3-4): o diabo é a encarnação do mal que age no coração do ser humano de forma a perverter o projeto de liberdade e dignidade que Deus tem para nós. No texto de Lucas Jesus está enfraquecido e faminto. O diabo se aproveita desta fraqueza para propor que Jesus se volte a ele como salvador. Eis a questão fundamental. A troca do Amor, essência de Deus, pelo ódio, a cara patética do diabo. Ele oferece pão em abundância. Quer dizer a facilidade de ganhar tudo como se fosse mágico; é o caso da corrupção nos dias atuais. A facilidade de multiplicar os próprios bens desrespeitando o outro. Quantos “pães” de propinas, roubos e de pactos são oferecidos e comidos por cidadãos e cidadãs ávidos de poder? Jesus não se deixou vencer pela facilidade. Ele disse não! Digamos também nós não aos projetos de facilidade, aos pães oferecidos ilicitamente, ao voto comprado, à consciência vendida.


2. O poder (vv.5-8): o diabo não sossega com o não de Jesus, como também continua não deixando em paz aos homens e mulheres de boa vontade que lutam pela justiça e pelo bem comum. Ele oferece as riquezas, os reinos em troca da consciência filial de Jesus. Novamente recebe outro não. O poder é uma obsessão do homem e da mulher de todos os tempos, mas hoje ele reaparece nas lutas das gangues, do crime organizado, do narcotráfico, na lavagem de dinheiro, nas guerras, na injustiça institucionalizada que paralisa e entorpece a justiça no Brasil. É o poder do prepotente, do dominador e do homicida frio e sem coração. A proposta de Jesus é de vida em abundância e não de poder.



3. O prestígio (vv.9-12): o diabo procura persuadir Jesus a evitar os caminhos do compromisso com a causa do povo escravizado, inclusive com a fuga da morte. Mais uma vez Jesus diz não a este projeto de individualismo. A proposta de Jesus não é de um superego, mas de doação sem reservas. Eis aqui o apelo para nós nos dias de hoje. Dias em que nossa sensibilidade parece naufragar numa sociedade sem rosto, de pessoas sempre mais apressadas, da velocidade da tecnologia e da desumanizarão do ser humano. O prestígio é típico do mundo do glamour e das grandes celebridades; quem não brilha não existe. Jesus nos oferece a liberdade de toda e qualquer escravidão. Ele nos oferece o rosto do outro como lugar de encontro e de auto-transcendência no amor.



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