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Amazônia e suas tendências

A Igreja católica no Brasil escolheu 2007 para refletir sobre a Amazônia e a missão da Igreja. A Campanha da Fraternidade, realizada durante a quaresma, terá o tema Amazônia como carro chefe do nosso processo de conversão. Mudar de mentalidade em relação à nossa realidade é urgente e necessária. O que significa a Campanha da Fraternidade? Como nós, homens e mulheres da Amazônia, podemos usufruir desta Campanha para a melhor compreensão da nossa terra?


1. Valor social da Campanha: para mim a Campanha da Fraternidade pode servir de termômetro sobre a real condição da Amazônia. A imensidão de flora e fauna esconde os povos da Amazônia que vivem, muitos deles, excluídos do progresso que explora os minerais, dos milhões arrecadados no Pólo Industrial de Manaus, no ecoturismo sempre mais sofisticado e caro. Os ribeirinhos vivem às margens dos rios, sobretudo da pesca e da caça; os indígenas hoje estão organizados em Ongs, vivem em territórios com recursos minerais importantes, têm acesso a cultura não-indigena, estão assumindo as escolas com a possibilidade de currículo próprio. Evidentemente existem grupos indígenas imersos na selva ainda sem contato com os não-indigenas e muitos grupos empobrecidos e marginalizados. Os centros urbanos incham cada vez mais com as ocupações e a criminalidade. A Campanha nos ajudará a concentrar nossas reflexões sobre essas realidades humanas que são ricas e excludentes.


2. Valor político da Campanha: A sociedade se move também com as políticas elaboradas e executadas pela legitima autoridade. As políticas de desenvolvimento na Amazônia criaram grandes projetos, porém, com pouca participação do homem e da mulher da terra. O investimento na qualificação do amazonense ainda é muito pouco. Os técnicos do gasoduto de Urucu, por exemplo, na grande maioria, são de outros Estados brasileiros. No Pólo Industrial de Manaus encontramos sem muitas dificuldades técnicos e administrados de outros Estados, deixando para cargos de pião assalariado, os homens e mulheres da terra. É necessária uma política que valorize e promova a mão de obra da região com qualificação e salários justos. Os jovens são os mais excluídos deste mercado porque ou são novos demais ou não recebem qualificação e nem podem adquirir experiência porque são privados do trabalho. Políticas publicas para os jovens são urgentes na Amazônia!



3. Valor cultural da Campanha: A Amazônia é um grande potencial cultural ainda desconhecido para o Brasil. A minissérie “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes” está mostrando um pouco destas raízes culturais, mesmo que explore os temas corriqueiros e banalizados da teledramaturgia como traições e sexo, contudo é preciso evidenciar que na Amazônia as culturas são múltiplas, de matrizes variadas: portuguesa, africanas, francesas, holandesas, indígenas, nordestinas. Na Amazônia temos artistas de alta qualidade e criatividade, poetas, historiadores, pesquisadores, cientistas, textos que narram nossas lendas e costumes, etc. Um grande povo!



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