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A virtude da temperança

O que significa ser temperante? Saber temperar. Nem muito nem pouco. A temperança é a virtude que nos educa a controlar os instintos da vontade e o justo desejo dentro do limite da honestidade. Educar-se a ser temperante é não cair na tentação, mesmo que ela seja forte. A sabedoria antiga já dizia que era necessário colocar freio aos desejos (Sir 18,30) para viver sobriamente (Tt 2,12). Na verdade a pessoa temperante sabe o justo sentido dos limites. Numa sociedade consumista é cada vez mais difícil ser temperante. A busca desenfreada dos bens materiais gera o vazio de valores não materiais. Eis porque é tão comum a perda do sentido da vida. Perde-se o valor do ser. Destaco nesta reflexão o ciclo do prazer que nos orienta no equilíbrio entre instinto e vontade.


1. A atração: nossos sentidos são responsáveis pela comunicação com a realidade. Olfato, paladar, audição, tato e visão, são meios de comunicação entre o nosso mundo interior e exterior. Nosso cotidiano é marcado pelo dinamismo de prazeres e desprazeres. A temperança está no justo equilíbrio desses sentidos. É simples. Qualquer coisa que fazemos durante o dia pode nos dar prazer ou desprezar, depende muito das nossas opções. O insatisfeito não sabe o sentido do limite. Ele abusa, violenta, explora e destrói. Somos atraídos durante o dia por vários estímulos. No simples fato de comer uma fruta até o sono estamos desencadeando um sistema de prazer. Se, de fato, sentimos alegria no que fazemos é uma questão de temperança. Todo abuso é resultado da ausência desta virtude.


2. A excitação: quando somos atraídos por alguma coisa sentimos logo o nosso corpo desejoso de satisfazer a vontade. A excitação é este sentimento de busca do que é prazeroso. Mas somos capazes também de bloquear um desejo, até uma excitação, sem sentir aquela sensação de frustração. Isto se dá quando sabemos ser temperantes. O tempero que acrescentamos em nossas relações, escolhas, encontros e desencontros, alimentação e desejos, é o limite consciente entre o instinto e a vontade harmônica; isto se dá com a virtude moral da temperança.



3. O prazer: sentir prazer é poder desfrutar de algo que nos atraiu, excitou e nos envolveu totalmente. Isto acontece em vários momentos do nosso cotidiano. O fato de tomar um bom café pela manhã saboreando cada alimento é prazer. Quando a vida se torna um corre-corre sem hora para nada, às vezes nem para olhar nos olhos na pessoa amada, ela se torna um desprazer. É por isso que muitos casais não conseguem manter um relacionamento por muito tempo. Eles deixam de sentir atração, excitação e prazer. A vida fica tão rotineira e sem graça que acaba bloqueando o ciclo prazeroso da temperança. Também acontece no trabalho, nas atividades esportivas, nas amizades, no cuidado consigo mesmo. Tudo na vida deve ter o justo equilíbrio do instinto e da vontade, senão acaba por ser desprazeroso, neurótico e suicida. A pessoa temperante sabe ter prazer sem ser vulgar.



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