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A queridinha do Brasil é de programa!

Paraíso Tropical chegou ao fim. Descobrimos quem matou a Taís. A trama teve um desfecho para alguns desejados e para outros não. No entanto, uma pergunta me inquieta ao final de mais uma novela da Globo que alcançou altos picos de audiência: Por que o casal de heróis era do lado do mal?


Sim, “Bebel “ (interperetada por Camila Pitanga) e “Olavo” (interpretado por Wagner Moura) foram os personagens que caíram nas graças do telespectador. A personagem “Bebel” caiu no gosto popular, com “catigoria”, onde sua atividade de garota de programa foi elogiada em todas as camadas sociais: do mais rico ao mais pobre.


A namoradihnha do Brasil de hoje é uma garota de programa. Sinal dos tempos em que vivemos, com a ética no chão? A desilusão é tanta que esta personagem consagrou-se como heroína das trapaças e saliências nacionais. Basta ver nos jornais, de duas semanas atrás, a reação do público quando o autor, Gilberto Braga, anunciou que “Bebel” iria ser morta. Foram mais de um milhão só de e-mails que chegaram na Rede Globo protestando e até ameaçando a audiência da novela se isto viesse a acontecer.



Muitos acreditam que a novela, produto cultural brasileiro, influencia na vida das pessoas. Mas, ao contrário, a novela apenas retrata e põe em evidência o que acontece no nosso dia-a-dia, de uma forma mais fantasiosa. Desde os casos esporádicos, como foi, no último capítulo, o plágio da entrevista de “Bebel” na suposta Comissão de Ética do Senado para investigar um Senador até as mazelas do nosso “feijão com arroz” que acontecem bem debaixo dos nossos olhos. A diferença está que o mesmo fato é narrado de forma real por um telejornal e de forma artística e trabalhada pela telenovela.



Mas, quero voltar de novo a minha pergunta que fiz acima: Por que em Paraíso Tropical, os personagens “do mal” tiveram a aceitação do público, em vez dos personagens “do bem” serem os mais aclamados? A resposta para mim é clara: os valores estão mudados na nossa sociedade. A impunidade e a imoralidade chegaram a um ponto de acatação e de passividade que não há uma reação contrária. As crianças e os jovens crescem nesta perspectiva. Os adultos já estão dominados e acomodados que o “mal” se dá bem no final. Não há justiça e nem castigo. Cadê o pecado nesta história?



Os novos “vícios” de linguagem “catigoria” e “cueca maneira” foram impostos por um personagem que era cafetão na novela. “Catigoria” significa classe, grife, status, potencial… “Cueca maneira” traduz-se para o cara que tem grana, poder, alto nível… Porém, um vício ainda não conseguimos nos livrar: o da impunidade e da imoralidade que está no ar. Resta-nos saber como superaremos este desafio, diante de crianças e jovens com os quais trabalhamos, em nossas presenças educativas e pastorais? Como resgatar valores do bem, da justiça e da solidariedade a esta nova geração?



Que possamos encontrar os meios certos e eficazes, mesmo que sejam com “catigoria”, para tentar mudar esta situação.



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