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A Igreja que vislumbramos  no Doc. da  V Conferência  de Aparecida.

Somos verdadeiramente agraciados e felizardos ao vivermos neste  " KAIRÓS ",  marcado e  repleto da presença do Espírito Santo de Deus a conduzir a  História e na  História, a Igreja do Senhor, a nossa Igreja, a Igreja que somos nós, plena de  dons e carismas, valores e virtudes, méritos e deméritos, santidade e fragilidade na sua  essência humana-divina, com uma missão primordial histórica ad extra e ad intra:  ser substancialmente  sacramentum  salutis, mater pauperum,  ecclesia samaritana,  referência do supremo  e  eterno amor do Pai a toda a humanidade, mãe e mestra, expressão genuína e ícone perfeito da misericórdia infinita do Senhor a toda pessoa humana.

Esta Mãe Igreja vive hoje mergulhada  num contexto das mais  profundas contradições, paradoxos, ambivalências e  ambiguidades, chamuscada pelas incoerências,  mazelas e fraquezas de seus filhos e filhas, que são filhos e filhas do seu tempo,  com todos os efeitos e consequências que  logicamente isso acarreta, num

comprometimento da sua missão e da sua  ação pastoral. Todos estamos conscientes, que  hodiernamente vivenciamos situações adversas no contexto social, político, econômico, cultural, familiar e religioso (GS),  onde nossa Mãe Igreja precisa fazer-se sempre mais presente pelo testemunho de vida e pela prática  cristã  de seus filhos e filhas, pela ação e a vivência dos valores cristãos, como real prova do seguimento de Jesus Cristo. Eis o " pontus dolens",  o maior  desafio  que esta Mãe solícita enfrenta na sua  ação crível ao mundo e na  qualidade de Mãe e Mestra.

Congratulo, parabenizo e felicito este momento histórico presente,  quando esta Mãe Igreja ciente e cosciente da sua  missão divina, nobre  e altaneira se posiciona evangelicamente, profeticamente e pastroralmente,  buscando, acolhendo, orientando,  animando,  formando, convivendo com seus filhos e filhas, sendo esta  autêntica  Discípula e Missionária  do Senhor.  Vejo o o papel imprescindível desta Mãe Igreja, sempre presente em todas as situações humanas  e nos meandros da  história, se posicionando em defesa dos  pobres , dos sofridos e dos deserdados.

Não podemos esquecer que neste tempo, ocorrem tantas situações " volens  et nolens" o ser humano, as situações  estão aí  presentes na vida do ser humano e independem  do seu querer, da sua vontade. Ciente disto a Mãe Igreja  dá um sentido e uma interpretação de fé e esperança a tudo  o que ocorre,  por meio da palavra de Deus.

A  V Conferência  no Doc.  de Aparecida,  coloca toda  esta  presença, o papel e a missão da mãe Igreja  na América Latina e no Caribe, seu envolvimento total,  sua  preocupação materna,  sua solicitação e seu esforço para que todos nossos povos se  tornem realmente discípulos e missionários do Senhor. Lendo, estudando, refletindo,  tentando  concretizar,  materialiar e levar à praxis  as determinações, as orientações  que, a V Conferência nos aponta por meio deste Doc. ( que para todos nós é um verdadeiro  tratado  teológico-pastoral-liturgico, que precisamos  conhecer profundamente), vemos  também claramente,  o esforço de fidelidade da Mãe Igreja aos princípios do Mestre e Senhor Jesus para com  seus  discípulos.

Após uma  releitura deste Doc.  no que  muito me falam  pessoalmente, a  ação pastoral da  Igreja e seus desdobramentos, suas implicâncias na vida real  dos cristãos,  o presente e o futuro da paróquia como rede de comunidades, a  problemática da família,  a   real e desafiadora situação  da juventude, o mundo vislumbrante, fasciante e  sintomático da Comunicação Social, como ubicação onde as pessoas se relacionam e  realizam sua natural vocação para a  vida humana, nas minhas  reflexões e considerações particulares,   acredito  que a Mãe Igreja focou  toda  a sua  ação pastoral em tres grandes eixos:  a família, seu resgate como santuário e  primeira educadora  para a vida de seus membros,  a juventude, seu presente e seu futuro, causa que  não podemos perder,  pelo contrário  precisamos assumí-la radicalmente para se torne fiel discípula e missionária do Senhor e a Comunicação  Social  como  necessidde primeira  do ser humano para sua  realização e sua vocação natural e por isso mesmo, precisando ser  assumida e assimilada  em profundidade e com  empenho de todos nós.

Espero poder  continuar  e colocar para os irmãos uma reflexão  sobre  este terceiro  eixo,  a Comunicação Social  e  seus desafios,  os anseios e as expectativas que  a V Conferência despertou em nós em relação a este assunto tão especial e de uma  grande responsabilidade para todos nós. Aliás não é novidade ,  porque o  Vat. II  no  " Inter Merifica ",  realça devidamente e profundamente o  que vem a ser a Comunicação social  na vida da Igreja e na vida das pessoas.  Nossas Constituições ( Arts. 6 e 43 ) e Regulamentos (Arts. 31, 32, 33,  34, 44, 66, 82,  84,  137,  142 ) ,  colocam para nós salesianos como uma das principais  atividades a serem realizadas, na Igreja e no campo juvenil, uma  forma de sermos salesianos fiéis a D. Bosco.

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