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A esperança na ressurreição

Neste dia que lembramos todos os falecidos contemplamos o silencio, pois a morte é silencio! Os parentes, os amigos e pessoas que partiram deste mundo deixam um grande vazio em nossas vidas. Sim, isto é verdade! A morte é incompreensível se caímos no erro de olhar para ela somente a partir das coisas boas que a vida nos oferece porque vista assim a morte é perda; então, existe uma coisa muito mais importante a responder: para que vivemos? Por que morremos?


Na oração de coleta da missa de hoje pedíamos a Deus para que a nossa fé no Senhor ressuscitado aumentasse sempre mais porque necessitamos de motivos para não perder a esperança na ressurreição. Vivemos em tempos de gozo de tudo aquilo que é imediato, quase não paramos para pensar na morte, aliás, queremos viver por muitos anos para aproveitar de tudo e de todos. A morte se transformou assim num drama para o homem e a mulher de hoje. Temos medo da morte porque perdemos o sentido do futuro. Por isso a Palavra de Deus que chega aos nossos ouvidos nesta missa nos convida a olhar para o futuro e, não ter medo de nada, muito menos de Deus, porque Ele, como nos ensina o profeta Isaias eliminará para sempre a morte e enxugará as lagrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra (Is 25,8). Nosso Deus, caros irmãos e irmãs é o Salvador, jamais condena ou destrói, sempre cria, até mesmo da morte biológica. Nossa vida, portanto, não é consumida com a morte, nisto nós acreditamos, porque tudo é levado à plenitude; àquela liberdade da criação sonhada por Paulo (Rm 8,19). Por isso, o que temos aqui neste campo santo é o vazio, o silencio, porque todos estão vivos em Deus, ressuscitados nele. Não vivem aqui! Nisto está a nossa fé, como rezamos no Salmo 41: minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo (v.2).


Paulo nos anima a pensar também a ressurreição dos mortos tendo presente o próprio Jesus vivo entre nós. É nele que somos livres do pecado e da morte e recebemos o Espírito de herdeiros de Deus em Cristo (Rm 8,17). Exatamente porque foi em Cristo, morto e ressuscitado, que nossos irmãos e irmãs, passaram deste mundo para a vida eterna. A morte simboliza as dores de parto que nos coloca na passagem misteriosa desta vida para a plenitude em Cristo. A vida é boa, é maravilhosa, mas há sempre um limite que se manifesta entre a plenitude e o ordinário de nossa existência.



O Evangelho de João desta missa apresenta Jesus como o pão verdadeiro (Jo 6,51). O pão oferecido como único alimento capaz de tornar vivo em cada um de nós a pessoa de Jesus ressuscitado. É o pão da vida plena, o pão da unidade e da solidariedade. Hoje temos fome deste pão, o mundo está faminto de Deus, mesmo que o busque em lugares em meio às trevas. Temos ainda a sensação de que o pão Jesus também se transformou em objetivo de consumo, de pura aparência. Nós o comemos em nossas missas, o adoramos em nossas capelas e igrejas, porém, muitas vezes, vivemos longe do significado profundo de sua presença. Os mortos, no entanto, vivem já alimentados deste pão, que para eles, não é mais aparente no pão, senão o próprio Deus em sua plenitude. Contudo, para nós que aqui continuamos nossa caminhada de fome e de sede, o pão eucarístico é a presença do Senhor ressuscitado que chama cada um de nós a uma vida santa, fraterna e missionária. Por isso nossa vida, mesmo que limitada pelo tempo que passa aceleradamente, está unida a todos os falecidos porque em Jesus Cristo todos temos a verdadeira fonte de vida que nos alimenta desta fome interior que mantém em cada cristão o desejo de vida plena, pois comer e beber de seu corpo e sangue é participar da sua ressurreição (Jo 6, 54).



Caros irmãos e irmãs peçamos a Deus, pão da vida, que aumente nossa fé na ressurreição e nos prepare para viver aqui com os olhos voltados para o rosto do Senhor, o Deus das [nossas] minhas alegrias (Sl 41,5).



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