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A Campanha da Fraternidade 2007: Os povos da Amazônia.

Na quarta-feira de cinzas a Igreja Católica começa o tempo litúrgico da Quaresma. Fazendo assim memória dos 40 anos que o povo passou no deserto até sua plena liberdade, os 40 dias de Jesus no deserto. Com Jesus o tempo de conversão é de luta com as grandes tentações: ter, poder e da infidelidade. Para ajudar os católicos, e de certa forma a sociedade brasileira, a refletir sobre um tema ético-social, a Igreja propõe um tema especifico; neste ano é Fraternidade e Amazônia e o lema Vida e missão neste chão.


No domingo fui à missa no mosteiro de São Bento, aqui em São Paulo; tive um momento de santa ira. O monge que fazia a homilia, referindo-se a Campanha disse: A Campanha será sobre a Amazônia. Por isso devemos cuidar da selva, pulmão do mundo, dos jardins e dos bichos. Para aquele monge Amazônia é sinônimo apenas de selva e animais. Lá não existe gente! Eis um dos desafios da Campanha: vencer o preconceito contra a Amazônia e os amazônidas.


1. Os povos indígenas: segundo alguns estudiosos a presença de povos indígenas no norte do Brasil remonta a 12 mil anos. Os 270 mil existentes hoje são descendentes e remanescentes de povos que, ao longo de tantos séculos foram perseguidos, escravizados e exterminados. Foi um verdadeiro genocídio. Os indígenas são profundamente religiosos. A sintonia com a floresta, com os fenômenos naturais e com os animais, formam uma liturgia viva e transcendente. Por outro lado os indígenas são também organizados: A Coiab, A Foir, o Cir. Nelas os indígenas se organizam para preservarem suas culturas, territórios e conquistarem a autosustentabilidade.



2. O povo ribeirinho: ao longo dos rios e igarapés encontramos grupos de pessoas que cultivam a terra e a pesca. Esses grupos humanos têm origem na união entre indígenas e caboclos. Eles se tornaram os defensores naturais da flora e da fauna, das águas e do bioma Amazônico. Entre eles encontramos os pescadores organizados que começaram no século XIX. Nos dias atuais existem outras organizações ribeirinhas, a saber: Movimento de pescadores Artesanais, Movimento das Pescadoras, Cooperativas, Caxias Pesqueiras, etc. Inclusive já temos na Amazônia um salário de sustentação dos pescadores na época do defeso; todas conquistas dessas organizações.



3. O povo afro-descendente: os colonizadores não conseguiram escravizar os indígenas, por isso, foram na África escravizar negros e negras para as lavouras do café e da cana de açúcar no Brasil. Os negros entraram pelo Maranhão e por Cuiabá. Belém e Maranhão foram as cidades que mais tiveram escravos no período colonial, por isso ainda hoje são nelas que encontramos a maior presença da comunidade negra. As fugas e resistências de negros deram origem as comunidades Quilombolas, calculam-se mais de 1 mil comunidades na Amazônia. Estamos ainda hoje assistindo as lutas dos negros para vencerem os preconceitos e terem espaço justo na vida social através da inclusão nas Universidades e empregos com salário justo.



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