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A Semana Missionária das Santas Missões Populares em Manicoré aconteceu do dia 20 a 27 de Novembro de 2011 em ação conjunta envolvendo as duas paróquias da cidade. Recebemos a importante colaboração de 23 missionários de fora do município provenientes de diversos estados incluindo sacerdotes, religiosos(as) e leigos. Todos os setores contaram com a participação de, ao menos, dois missionários de fora, tanto na aérea urbana quanto rural.

As experiências foram as mais diversas possíveis de acordo com cada contexto de vida das comunidades. A principal atividade desenvolvida comum em todos os setores, e que caracteriza as Santas Missões Populares, foi a visita em todos os lares da cidade e do interior.

A visita pastoral domiciliar foi a mais exigente atividade e ao mesmo tempo a reveladora de duros dramas humanos e agradáveis surpresas. Em geral a receptividade aos missionários foi maravilhosa, mas também houve casos de rejeição e frieza no abrir as portas.

Mais de 300 missionários trabalharam com alegria, criatividade, espírito de sacrifício e profundo senso de respeito e seriedade pela missão recebida. Essa campanha de evangelização em mutirão, da qual tomou parte quem participou dos três retiros preparatórios ao longo do ano (2011), foi assumida em todos os setores paroquiais somando cerca de 70 comunidades e sítios. Cada setor que, em geral reúne de 05 a 8 comunidades, contou com a participação de missionários leigos representantes das próprias comunidades que se juntaram aos missionários que vieram de outros lugares.

Em cada comunidade foi erguido um cruzeiro na frente da Capela ao final das atividades religiosas como sinal de compromisso de fé da comunidade local. Além das visitas domiciliares em cada comunidade, dependendo das circunstâncias, ao longo da semana, houve diversas atividades religiosas em geral à noite, como por exemplo, a reza do terço, celebração da Palavra, procissões, adoração ao Santíssimo Sacramento, Eucaristia, celebração penitencial… etc. Conforme a metodologia, quase em todas essas celebrações, e cada uma em seu contexto, sempre foi dada muita importância ao uso dos símbolos, da música e gestos… sendo fortemente marcadas pela dimensão afetiva.

No dia 27 de novembro, domingo às 18:00 horas, a praça da matriz da paróquia Nossa Senhora das Dores ficou cheia de fieis vindos das mais variadas comunidades. Havia muita animação musical, bandeiras que giravam para todos os lados e aplausos para cada setor que chegava. Houve setores que viajaram cerca de 5 horas de barco para chegarem à cidade. Alguns barcos estavam enfeitados de tal modo que, por onde passavam, despertava a alegria nos observadores.

A Eucaristia festiva conclusiva foi presidida pelo bispo diocesano Dom Francisco Merkel na qual também, para dar mais brilho ainda, aconteceu a ordenação de dois leigos casados como diáconos permanentes.

Essa forte sacudida pastoral foi fruto de um longo e exigente processo de preparação em diversas dimensões: teológica e espiritual: a formação de leigos missionários através de três grandes retiros nos quais refletimos sobre o sentido da missão, a missão de Jesus, a Igreja missionária, a necessidade das convicções e da conversão pessoal; organização técnica: através da preparação de subsídios pastorais, celebrações, materiais didáticos e confecção de objetos de divulgação (cartazes, folders, banners, faixas, blocos de papéis, camisas, bonés, canecas, bótons e canetas); na dimensão financeira a captação de recursos resultou na aquisição da soma necessária para todas as despesas através de promoções várias das comunidades; afetiva: a Semana Missionária foi precedida por um logo processo de sensibilização das comunidades e dos missionários envolvidos em vista do maior aproveitamento do trabalho em grupo e nas comunidades. Para isso usamos do melhor modo possível os veículos de comunicação disponíveis: internet, voz comunitária, rádio Rio Madeira, Missa na TV, vinhetas televisivas… Todos já sabiam o que estava acontecendo! O esforço de comunicação gerou uma boa expectativa!

Enfim queremos agradecer de todo coração os diversos missionários que vieram de outros lugares para dar sua importante contribuição nesse mutirão missionário. Em primeiro lugar nosso especial agradecimento ao padre Firmino Spiegel assessor geral das Santas Missões que por três vezes esteve conosco, à senhora Clemilda Alves que assessorou o II retiro e aos diversos missionários que participaram da Semana Missionária: Dom Francisco Merkel, Sr. Luciano e sua esposa Leonor, Sr. José Reis e Josselma sua esposa da Paróquia São José Operário de Manaus Centro; sra. Christiane Musig (missionária leiga alemã que trabalha na Bolívia), Frei Marcos (capuchino de Humaitá), Ir. Maria do Carmo, irmã Maria Divina e irmã Maria José (Dorotéias); Pe. Daniel Soardo (Fidei Donun da Diocese de São Luis-Ma); Irmãs Nair Mascarenhas (Franciscana de Auxiliadora do Uruapiara); Pe. Kurian Melayathu (diocesano indiano que trabalha na diocese de Campo Grande); Pe. Alberto Rypel – SDB e quatro de Ji-Paraná da Paróquia São José Operário, Sr. Vidal, Sr. Jairo, Sra. Cirsa e Sr. Zacarias; Pe. Filipe Bauziere de Ananindeua (PA) e Pe. José Sagues de Manaus.

Na segunda-feira, logo após a conclusão da Semana Missionária, aproveitando a presença dos missionários leigos coordenadores de comunidades e setores foi realizada a I avaliação da Semana Missionária. A reflexão avaliativa foi feita através de diversos grupos. A seguir apresentamos a síntese das manifestações:

1) Quais APELOS foram mais sentidos:
– Em relação ao governo municipal e políticas públicas: políticas públicas fracas, falta de saneamento básico sobretudo no interior, mas também em alguns bairros da cidade; quase ausência do governo municipal no interior, ainda há ressentimentos políticos (algumas comunidades sentem-se punidas pelo fato do prefeito que governa não ter vencido na comunidade), frágil educação no interior, falta de segurança na cidade, desigualdade social, pobreza em geral (falta geração de renda), necessita-se de centro para os idosos na cidade, há comunidades quase abandonadas no interior (isoladas), vícios e droga nas comunidades ribeirinhas e na cidade, forte êxodo rural, o povo ainda tem muito medo de se manifestar para cobrar seus direitos das autoridades: 6 grupos
– Em relação à Formação: investir na formação de líderes e catequistas, criar centros catequéticos nas comunidades, promover a formação de jovens visando a liderança nas comunidades e nos setores, a escola teológica tem contribuído: 5 grupos
– Em relação à falta de sentido da vida: percebe-se em muita gente o desânimo, forte peso do vício, disseminação do alcoolismo, falta de educação para os valores, falta de consciência das necessidades humanas (prioridade): 3 grupos
– Em relação à Pastoral: as comunidades são diversas (cultural e geograficamnete), há comunidades desestruturadas e desorganizadas, outras boas e fortes; falta organizar o dízimo nas comunidades, investir mais na promoção dos sacramentos (batismo, casamento), há comodismo nas lideranças, faltam agentes pastorais (sacerdotes e religiosos), há conflitos de lideranças entre as comunidades, falta de solidariedade entre as comunidades e famílias, falta de adoração ao Santíssimo nas comunidades onde há a Eucaristia, população indígena está com pouca assistência pastoral: 6 grupos
– Em relação à Religião: cresce a indiferença religiosa (afastamento), há pessoas que vivem a experiência da duplicidade de culto, é forte a ignorância religiosa do povo sobretudo da doutrina cristã e carecem de fundamentação bíblica, grande comodismo religioso (muita gente não se importa com a questão religiosa… só quando convém), confusão doutrinal, assédio religioso por parte dos protestantes sobre os católicos, é necessário continuar com as visitas pastorais: 4 grupos.
– Em relação à Família: há muitas mulheres abandonadas pelos maridos e que assumem toda a família, muitos homens abandonam a família e vão para os garimpos ao longo do Rio Madeira, conflitividade interna familiar, infidelidade matrimonial, situações desumanas (pessoas descuidadas e desprezadas pelos próprios familiares: crianças, doentes mentais, idosos), em muitas famílias se percebe pouca preocupação com a educação dos filhos, forte alcoolismo promotor de graves conseqüências (brigas, desordem, doença…), pais perplexos diante do desafio da educação dos filhos, indiferença religiosa (catequéticas, comunitária), irresponsabilidade, conflitos familiares e interpessoais levam ao afastamento da comunidade: 6 grupos.
– Jovens com a alma doente por causa do vício, indiferença… mas tem jovens que desejam mudar de vida: 2 grupos

2) LUZES que brilharam mais fortes:
– Grande envolvimento das crianças e dos jovens na Semana Missionária: 2 grupos
– Fidelidade de muitas famílias ao catolicismo apesar da pressão dos protestantes: 3 grupos
– Acolhida e disponibilidade das famílias: 5 grupos
– Abertura para coisas novas por parte das comunidades;
– A Semana Missionária foi um evento de Bênção Divina, veio despertar o povo;
– Perseverança e espírito de sacrifício de muitos bons líderes: 2 grupos
– Perseverança e espírito de sacrifício de muitos bons líderes: 2 grupos
– Persistência do povo na luta pela sobrevivência, apesar da pobreza: 2 grupos
– Expectativas positivas, disponibilidade das famílias que não foram trabalhar para poderem acolher os missionários;
– A presença dos missionários que vieram de outros lugares trouxe um grande apoio e suporte;
– Foi uma maravilhosa experiência de formação;
– A Igreja Católica continua com sua hegemonia, ainda tem grande força mobilizadora da sociedade;
– Temos muitos valores e a sensibilidade religiosa ainda é muito forte;
– Organização geral;
– Espírito de alegria dos missionários, mesmo nos momentos de cansaço;
– As Santas Missões suscitaram a promoção de novos líderes nas comunidades;
– Nas visitas domiciliares se percebeu que o povo tem “sede de Deus”;
– A experiência da partilha abundante, sobretudo, nas comunidades do interior: 3 grupos
– Sensibilização dos vendedores de bebidas alcoólicas;
– Tomada de consciência da realidade gritante ao nosso redor, pois nem tudo é como parece;
– Criatividade nas comunidades;
– Envolvimentos dos líderes e colaboração recíproca, manifestando senso de solidariedade.

SUGESTÕES:
– Que os missionários fiquem somente em um setor para melhor conhecerem a realidade;
– Envolver mais missionários de fora;
– Preparar alguma lembrança das Santas Missões para ficar na porta de cada família visitada;
– Preparar um roteiro para a visita nas famílias;
– Reproduzir o CD das Santas Missões para todas as comunidades;
– A pastoral da itinerância estimule a reflexão com o povo para que não saia do interior, evitando o êxodo rural;
– Programa ação conjunta entre as paróquias para a pós-missão;
– Reforçar a Pastoral a Itinerância investindo em liderança, jovens e casais;
– Continuar com o combate ao alcoolismo e drogadição;
– Promover mutirão de casamentos, mas antes preparar os casais;

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