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[12+1] Experiência: Testemunho de Joseph Cuzpinski de sua experiência de voluntariado- Texto Integral

Eu trabalhava como um pintor nos Estados Unidos, mas não queria ser pintor o resto da vida. Eu sabia que tenho mais coisas para oferecer que pintar paredes na casa dos outros. Eu pensei no meu futuro, no que eu poderia fazer para melhorar a minha vida e na minha própria vocação. Um dia, enquanto pintava uma casa na minha cidade de Ypsilanti, Michigan, me veio uma inspiração: fazer uma experiência de voluntariado fora do meu próprio país. Naquela época, meu irmão era salesiano em New York. Falando com ele perguntei sobre a possibilidade de fazer uma experiência de voluntariado com os salesianos americanos. Eu encontrei o programa dos Salesian Lay Missioners e comecei a fazer minha experiência com eles.

No início, qualquer mudança nas nossas vidas sempre traz muitas emoções e medo. Eu sabia que queria fazer essa experiência, mas surgiram dúvidas quando apareceram obstáculos na minha frente. Em particular, quando eu tinha dezoito anos, eu lutava muito contra uma depressão que me seguiu quando eu entrei na faculdade. Saí da faculdade por causa dessa depressão. Mas temia que o trabalho de voluntariado e a separação da minha família e dos meus amigos, seriam uma brecha para essa depressão voltar novamente na minha vida. Quando cheguei ao Brasil, em fevereiro de 2011, fui designado para a comunidade de Iauareté, uma pequena comunidade na região do alto Rio Negro. Lá encontrei o desafio de me adaptar a um novo estilo de vida, sem os confortos dos Estados Unidos, especialmente o inglês. Os primeiros meses foram difíceis. Eu não falava português muito bem e não tinha muita confiança em mim mesmo: por causa disso foi muito difícil a fazer amizades com o povo da cidade.

Iauareté é pequena, com mais ou menos quatro mil pessoas, e eu tinha muitas dificuldades em procurar meu lugar naquele ambiente. Eu estava separado da minha própria realidade e eu não estava me acostumando muito bem. Eu ficava pensando em sair. O mês de julho chegou, e eu fiquei ansioso. Não sabia se poderia ficar em Iauareté e ainda continuar para terminar o que eu começei na missão. Eu tinha duas semanas de férias e saí de Iauareté durante essas semanas pra fazer um retiro. Durante o retiro perguntei-me sobre muitas questões da minha missão e da minha vida. Eu me convenci que, para vencer essa depressão, eu precisava ficar e continuar. Quando tomei essa decisão, alguma coisa mudou. Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas, depois do retiro, eu fiquei com a vontade de trabalhar em Iauareté de novo. Voltei nervoso, mas decidido. De novo em Iauareté, eu começei a falar mais, falando errado, mas falava. Comecei a fazer mais amizades. Sentia paz pela primeira vez em seis meses. Me ofereceram a oportunidade de ensinar inglês e pintura e eu aceitei. Aproximei-me dos jovens da escola e das nossas obras salesianas. Fiz uma boa viagem subindo o Rio Papurí para conhecer a realidade das famílias que moram fora das cidades, na floresta: uma experiência incrível e sem igual. Com paz no meu coração eu fiquei inspirado. Eu vi os alunos na escola estudando, e as famílias oferecendo o pouco que elas têm e eu fiquei inspirado a crescer mais. Eu quero continuar minha educação e quero melhorar meu jeito de ajudar os outros.

Deus me deu a inteligência e a força para vencer minhas dificuldades e fazer uma ótima experiência. Superada a minha depressão eu fiz uma experiência boa que eu nunca posso escecer. Assim, eu quero deixar este pensamento: quando nós somos chamados para fazer alguma coisa boa, pode parecer que nós não temos jeito para enfrentar os obstáculos do cominho. Mas Deus sempre dá um jeito. Ele somente pede a nossa resposta afirmativa. Se disser “sim”, Ele vai cuidar do resto.

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