Ordenação Episcopal

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Nomeação

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 A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou nesta quarta-feira, 28 de junho, a decisão do papa Francisco em nomear novo bispo titular de “Babra” e auxiliar na arquidiocese de Belém (PA) o padre Antônio de Assis Ribeiro, SDB, atualmente vice-inspetor da inspetoria Salesiana São Domingos Sávio, no estado de Amazonas.

Nascido em 26 de julho de 1966, na zona rural do município de Capitão do Poço, no nordeste do Estado do Pará. Padre Antônio foi ordenado como sacerdote dia 17 de junho de 1995, em Ourém (PA). O religioso concluiu licenciatura em filosofia, em 1989, no Centro de Estudos do Comportamento Humano (Cenesch), da arquidiocese de Manaus (AM). De 1991 a 1994 cursou teologia pela na Universidade Pontifícia Salesiana em Roma (Itália).

Padre Antônio tem experiência de atuação com a Pastoral Juvenil Salesiana e também com crianças e adolescentes, tendo exercido, em 2005, a função de Conselheiro Municipal da Criança e do Adolescente, em Belém (PA). Em 2003, fundou, em Ananindeua (PA), o Centro Associação Damas Salesianas, organização voltada para a promoção do voluntariado feminino no espírito salesiano.

Fonte: http://cnbb.net.br/papa-francisco-nomeia-novo-bispo-auxiliar-para-a-arquidiocese-de-belem-pa/

 

 

 

 

 

Saudação 

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 Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, enviou mensagem de saudação, em nome da Conferência, ao novo bispo auxiliar de Belém (PA), nomeado nesta quarta-feira, 28 de junho de 2017.

Leia a Mensagem:

Brasília, 28 de junho de 2017

Saudação ao padre Antônio de Assis Ribeiro

Prezado Irmão, padre Antônio de Assis Ribeiro, SDB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe, com alegria, sua nomeação como bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém (PA), anunciada hoje, 28 de junho, pelo Papa Francisco.

O caminho de animação pastoral junto à juventude coloca em sua biografia sinais de esperança de que seu auxílio a dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém, será marcado por grandes frutos para a evangelização.

A nossa saudação vai acompanhada de uma palavra de inspiração que fomos buscar no pontificado de São João Paulo II, em uma orientação dada a bispos em visita Ad Limina, em 2004: “o nosso compromisso episcopal, prezados Irmãos, ‘aparece marcado por novas urgências, que exigem a dedicação concorde de todas as componentes do Povo de Deus’ (Exort. ap. Pastores gregis, 74). Ora, na terra, não há nada de mais eficaz que a Eucaristia para levar os cristãos a serem e a sentirem-se todos um só; não há momento algum em que se encontrem e fundam uns nos outros tão intimamente como quando comungam Jesus Eucaristia, que a todos abraça e interliga em Si mesmo. Assim se realiza na terra o que já sucede no Céu: Cristo une, a Si e uns aos outros, todos os que vivem n’Ele. Basta comungá-Lo como se deve, para vos encontrardes verdadeiramente juntos”.

Manifestamos gratidão pelo seu “sim” a esta nova missão confiada pela Igreja e pedimos que Nossa Senhora o proteja e o acompanhe.

Em Cristo ,

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB

Fonte:http://cnbb.net.br/saudacao-da-cnbb-ao-padre-antonio-de-assis-ribeiro/

Saudação CNBB NORTE 2 

Caríssimo Padre Antônio Ribeiro, SDB.

Paz e bem!

Neste dia de hoje queremos agradecer ao Papa Francisco pela sua nomeação como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém. Com alegria acolhemos o senhor entre os irmãos bispos da CNBB Regional Norte II.

biraQueremos parabenizar os fiéis da Arquidiocese de Belém do Pará pela sua nomeação e pedir a Deus que abençoe a sua nova missão episcopal. Temos certeza que a sua presença vai trazer esperança na caminhada da Igreja, fortalecimento na fé e caridade aos mais necessitados.

Façamos votos que sua missão entre nós seja fecunda. E que juntos possamos trilar os caminhos do Evangelho, seguindo os passos de Jesus Cristo que “aponta para a Amazônia” (cfr.Paulo VI).

Recebemos o senhor de braços abertos no nosso Regional e pode contar sempre com nosso apoio fraternal e nossa oração.
Que Deus, através da intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, a Rainha da Amazônia, abençoe sempre a sua vida e sua missão.
Seja bem vindo!

Fraternalmente,

Dom Bernardo Johannes Bahlmann, OFM
Presidente
Dom Alberto Taveira Corrêa
Vice-presidente
Dom Irineu Roman, CSJ

Secretário

Fonte: http://www.cnbbn2.com.br/index.php/noticias/916-nossa-acolhida-ao-padre-antonio-de-assis-riberio-sdb-novo-bispo-auxiliar-da-arquidiocese-de-belem-28-06-2017

Carta do Nomeado

Manaus (Am), 28 de Junho de 2017

Estimado Dom Alberto Taveira Correia Arcebispo Metropolitano, lideranças pastorais e povo Católico da Arquidiocese de Belém do Pará,

É com sentimento de alegria, surpresa e confiança em Deus que, pela primeira vez, me dirijo a vocês tendo tomado conhecimento da minha nomeação para Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém.bira

Deus me fez uma grande surpresa dando-me uma séria e exigente missão! Essa notícia me causou um forte impacto emocional. Minha primeira reação foi aquela impulsiva de questionar: por que eu?  Um forte sentimento de medo e ansiedade tomou conta de mim! Todavia, com discernimento e oração, também emergiu em mim a consciência vocacional e, com ela, o sentimento de confiança, de esperança, de serenidade e de gratidão. 

Sou consciente da minha pequenez, de ser pecador e estar carregado de fragilidades, mas creio firmemente que a Misericórdia Divina é infinitamente maior do que tudo! Por isso, à Bondade Divina confio minha vida que ousou, por sua graça, me chamar para esse nobre serviço à Igreja, povo de Deus, em vista da promoção do Reino de Deus.   

Creio que Aquele que me chamou desde o ventre materno para ser seu servo (cf. Is 49,1), por sua pura bondade (cf. Gl 1,15) também continuará me dando os meios necessários para que eu possa servir com alegria, generosidade e ardor à nossa Igreja. Dela sou servo por vocação, não por mérito pessoal!

Estimado Dom Alberto Taveira, agradeço-lhe a acolhida e toda atenção fraterna! Quero lhe dizer que me sinto enviado para servir, trabalhando na Arquidiocese de Belém como humilde servidor, disponível para atender as necessidades de qualquer ambiente, contexto e em todas as circunstâncias. Meu firme propósito, não é outro que aquele de ser seu “Cirineu” para a edificação desta Igreja.

Agradeço a Dom Bernardo Johannes, bispo de Óbidos e presidente do Regional da CNBB Norte 2, a serena e fraterna boas vindas a mim dispensada por telefone; minha gratidão também se estende a Dom Irineu Roman que, com palavras de esperança manifestou-me seu espírito fraterno.

Quero também cumprimentar a todos os irmãos bispos do nosso Regional Norte 2. Aos senhores, irmãos maduros na fé e no serviço, me uno com sentimentos de alegria e disponibilidade para somar! Desejo viver a experiência da comunhão fraterna e pastoral na colegialidade episcopal testemunhando, assim, minha atitude de adesão ao Magistério da Igreja em comunhão com o Santo Padre.  

Quero cumprimentar a todos os sacerdotes, religiosos, religiosas, diáconos, leigos consagrados e seminaristas, dizendo-lhes que para mim será causa de grande alegria poder encontrá-los futuramente nos mais variados ambientes de serviços pastorais e somar com vocês, contribuindo na luta pela promoção da dignidade da Vida e da justiça, como sinais do Reino de Deus.        

Estimado povo de Deus (crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos), tenho plena consciência de ter sido chamado por Deus para ser um Bom Pastor; para isso peço a ajuda de vocês através da oração cotidiana, da paciência com o meu crescimento, do apoio necessário, da escuta e do acompanhamento. Entre ovelha e pastor deve haver uma afetiva e serena relação de confiança (cf. Jo 10,11-17). Assim, crescemos juntos como irmãos, amigos e servidores uns dos outros!  

Um novo horizonte de serviços eclesiais se abre à minha frente, por isso peço-lhes orações para que a virtude da compaixão, da solicitude, do entusiasmo e do espírito de iniciativa do Bom Pastor sejam marcas vivas da minha ação pastoral.

Sou consciente de que vivemos em tempos de grandes obstáculos para a fé e a evangelização! Em meio a tantas correntes ideológicas contrárias a Jesus Cristo, ser um líder que tenha os olhos fixos Nele (cf. Lc 4,20), assumindo suas atitudes de Bom Pastor, educador e guia, é um enorme desafio. Mas é preciso não ter medo! Assim Deus falou ao jovem Josué chamado a liderar o povo Israelita, após a morte de Moisés: “eu estou mandando que você seja firme e corajoso... não tenha medo, não se acovarde... pois Javé, seu Deus está com você aonde quer que você vá» (Josué 1,9). São Palavras profundamente estimulantes! Isso significa que a missão é de Deus, e nós, simplesmente seus instrumentos! 

Enfim, revelo-lhes minha enorme gratidão à minha Congregação, os Salesianos de Dom Bosco, pela acolhida, formação investida, confiança recebida, fraternidade compartilhada! Humildemente peço a intercessão dos anjos e santos pela minha futura missão, para que em todas as circunstâncias, eu seja um simpático sinal do Cristo Bom Pastor, animado por um generoso amor pastoral para com todos.

Do céu, São João Bosco, São Domingos Sávio e Nossa Senhora de Nazaré me acompanhem todos os dias! Conto com o seu apoio e orações! 

Cordialmente,

 

P Antônio de Assis Ribeiro – SDB

Carta do Inspetor

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 Manaus, 28 de junho de 2017.

“A vocação salesiana situa-nos no coração da Igreja

e nos põe inteiramente a serviço da sua missão” (C 6)

Caros irmãos Salesianos e demais Grupos da Família Salesiana, saudações fraternas!

Hoje, recebemos com alegria a notícia de que o Papa Francisco nomeou o P Antonio de Assis Ribeiro (P Bira), bispo Auxiliar de Belém. Na pessoa do P Antonio nos sentimos ainda mais “no coração da Igreja”, como viveu e nos ensinou Dom Bosco.

Após estes anos de doação na Congregação e na Inspetoria, desempenhando diversos serviços e, mais recentemente como Vice-Inspetor e Delegado Inspetorial para a Pastoral Juvenil e Vocacional, o P Antonio é chamado a testemunhar ainda mais que “do amor a Cristo nasce inseparavelmente o amor à sua Igreja, povo de Deus, centro de unidade e comunhão de todas as forças que trabalham pelo Reino” (C 13), através do ministério episcopal.

Todos nós conhecemos a pessoa do P Antonio, seu zelo pastoral, a alegria e o entusiasmo com que vive a própria vocação e missão. Ele demonstra nos seus gestos a sua origem simples e marcada pelo trabalho. Homem despreendido e próximo das pessoas, sobretudo dos jovens, o P Antonio sabe colocar seus dons e tempo a serviço da missão.

Como salesiano sacerdote, o P Antonio nutre um profundo amor pela Palavra de Deus e pelo serviço dedicado às pessoas, sobretudo aquelas que necessitam de acompanhamento, atenção, conselho e apoio. Todos aqueles que já conviveram com o P Antonio poderão confirmar estas minhas palavras.

Durante estes últimos anos, tive o privilégio de contar com o P Antonio como irmão, amigo e, sobretudo como um grande colaborador no serviço de animação e governo da Inspetoria. Seu trabalho dedicado, sua disponibilidade, seu sentido de pertença, sua capacidade reflexiva, sua opinião sincera e fraterna foram de grande valia para mim. Por isso, o primeiro sentimento que vem ao meu coração é o da gratidão. E afirmo com absoluta certeza de que cada irmão agradece também ao P Bira pelo seu trabalho.

Como Delegado Inspetorial de Pastoral Juvenil Vocacional ele esteve próximo dos jovens, levando-lhes a Palavra de Deus, a formação espiritual, o incentivo para a prática do protagonismo. Além disso, dedicou-se com zelo ao acompanhamento de vários jovens desejosos de conhecer mais de perto a vida religiosa salesiana. Ao Brasil salesiano, o P Antonio ofereceu a sua colaboração como coordenador da Comissão Nacional de Pastoral Juvenil Salesiana junto as Filhas de Maria Auxiliadora (FMA).

Por onde passou, o P Antonio sempre manifestou um apreço fraterno e de corresponsabilidade para com os diversos Grupos da Família Salesiana, somando com a formação e participando de atividades e iniciativas.

Agora, Deus chama o P Bira para “lançar as redes em águas mais profundas”. O Senhor da Messe, renova o seu chamado convidando-o a servir como filho de Dom Bosco à Igreja Particular de Belém. Ele volta para a sua terra de origem. Ele se reencontrará com as suas raízes, a sua gente, agora enriquecido por estes anos de experiência pastoral vividos nessa imensa Amazônia.

Aos poucos vamos nos acostumar a chamá-lo de Dom Antonio de Assis (ou Dom Bira?). Temos a convicção de que ele continuará sendo essa pessoa próxima, disponível, trabalhadora, entusiasta com a própria vocação e a sua nova missão.

A Congregação e a nossa Inspetoria se sentem felizes por oferecer à Igreja este irmão. Ao mesmo tempo, sentiremos também a sua falta. O que nos consola é o fato de que independentemente onde nos encontramos ou do serviço que somos chamados a realizar, nossa maior alegria é anunciar Jesus Cristo e servir aos preferidos de Deus, os mais pobres.

Nossa gratidão à família do P Antonio, de modo particular aos seus queridos pais (pai falecido) e irmãos.

P Antonio, querido P Bira, em nome de todos os seus irmãos salesianos, dos educadores, dos colaboradores, dos jovens, do Povo de Deus muito obrigado. Conte sempre conosco! Nunca esqueceremos o bem que você espalhou entre nós. Que Cristo, o Bom Pastor faça com que o seu ministério episcopal produza abundantes frutos.

Como Família Salesiana, rogamos à Virgem de Nazaré e Auxiliadora que faça com que a sua consagração e o seu ministério episcopal  se traduzam no serviço ao Povo de Deus, de modo particular aos pequenos e últimos.

Com gratidão fraterna,

P Francisco Alves de Lima

Inspetor

Biografia

PADRE ANTÔNIO DE ASSIS RIBEIRO, SDB

Na quarta-feira, 28 de junho, o Santo Padre, o Papa Francisco, anunciou a nomeação do padre Antônio de Assis Ribeiro (sdb), como Bispo Auxiliar de Belém (PA).
Antônio de Assis Ribeiro, natural de Capitão Poço, no nordeste do estado do Pará (26 de julho de 1966) vem de uma família numerosa, é o quinto filho de onze (8 homens e 3 mulheres), de Hipólito dos Santos Ribeiro (falecido) e Domingas de Assis Ribeiro.

A notícia da nomeação chegou quando padre Antônio de Assis Ribeiro, padre Bira como é conhecido, ocupava os cargos de vice-inspetor e de delegado para a Pastoral Juvenil Salesiana e Vocacional na Inspetoria São Domingos Sávio.

Alfabetizado em Capitão Poço, e studou até a quinta série no Colégio Pe. Ângelo Moretti na cidade de Ourém. Foi ordenado Diácono em 25 de junho de 1994 e Sacerdote em 17 de Junho de 1995, por Dom Miguel Maria Giambelli bispo da Diocese de Bragança, na Cidade de Ourém (PA).

Aos 13 anos teve seu primeiro contato com os Salesianos através de duas de suas irmãs que eram internas em um colégio administrado pelas Irmã Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), e que após a ordenação do padre Antônio Moraes, em dezembro de 1979, o apresentaram ao pároco.

“Fui apresentado por uma das minhas irmãs a um padre chamado Manoel, que logo me perguntou quando eu iria entrar para o aspirantado. Após alguns meses, em março, meu pai me levou para um estágio e ao final dele, já aprovado, ingressei no aspirantado com o objetivo de finalizar os estudos secundários (atual ensino médio)” (Padre Antônio de Assis Ribeiro)

Durante seus estudos para fazer a Primeira Comunhão, uma de suas professoras chamava-se Irmã Alfocina, que fez uma profecia em sala de aula de que, daquela turma sairiam dois sacerdotes.

“Durante meus estudos de catequese para fazer a Primeira Comunhão, Irmã Alfocina, em um sábado a tarde, lembro-me como se fosse hoje, falou que daquela sala sairiam dois padres, e eu ainda muito menino, senti que algo me tocou, mas não comentei com ninguém” (Padre Antônio de Assis Ribeiro)

Seu desejo de seguir a vida religiosa, na Congregação Salesiana, surgiu naturalmente “Meu desejo de prosseguir na Congregação Salesiana surgiu espontaneamente, despertando a amizade, o cuidado com os jovens e a proximidade com a espiritualidade Salesiana” (Padre Antônio de Assis Ribeiro)

Com uma vida cheia de coincidências, o então diácono Antônio de Assis Ribeiro, foi ordenado padre no dia 17 de junho de 1995, nesta mesma data, na mesma cidade, no ano de 1979, ele fizera sua Primeira Comunhão.

No dia 12 de junho de 2017, recebeu a notícia de que o Santo Papa Francisco, anunciaria ao final do mês, sua nomeação a Bispo Auxiliar de Belém.
“Recebi uma declaração de amor de Deus no dia 12 de junho, um representante do Papa ligou para o Centro de Formação Salesiana, em Quito, onde eu estava fazendo um curso, para me dar a boa nova. A notícia foi impactante, a recebi com um misto de emoções como surpresa, alegria, medo, e com o discernimento de aceitação e gratidão, pois acredito que quando Deus me chamou para esta missão, foi para que eu desse continuidade ao trabalho de Sacerdócio” (Padre Antônio de Assis Ribeiro)

Monsenhor Antônio, além de paraense, trabalhou por cinco anos (2000 – 2005) nas obras Salesianas no Pará onde foi diretor da Escola Salesiana do Trabalho em Belém; nesse mesmo período também trabalhou como professor de Teologia Moral no Centro de Formação Presbiteral da Arquidiocese de Belém atuando no curso de teologia; em 2003 fundou o Centro Associação Damas Salesianas em Ananindeua (PA) – Uma ONG voltada para a promoção do voluntariado feminino com o espírito salesiano; de 2004-2005 foi conselheiro nacional da Associação Damas Salesianas, instituição internacional de fieis leigas com promessa pública de voluntariado social, um dos grupos da Família Salesiana; de 2002-2004 foi membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente - CEDCA/PA, e em 2005 assumiu o cargo de Conselheiro Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da capital paraense (Belém - PA), de onde saiu para assumir a direção da Missão Salesiana de Yauaretê, uma área indígena no Amazonas.

Questionado sobre os desafios que irá encontrar como Bispo Auxiliar em Belém, Monsenhor Antônio enumerou três, “Toda novidade, toda mudança gera desafios a serem superados, para mim serão três. O primeiro desafio é aprender a ser bispo, o segundo é tomar consciência sobre as novas oportunidades e a terceira é a inserção com o povo, junto a realidade da Arquidiocese de Belém, assimilar, estudar e conhecer a historia. Acredito que os cinco anos de trabalhos em Belém, me ajudará a entender o contexto eclesial”, disse.

Monsenhor Antônio de Assis Ribeiro é o segundo Salesiano, na Amazônia, este ano, a ser ordenado bispo auxiliar. No primeiro semestre Dom Edmilson Tadeu Canavarros, de Mato Grosso, foi nomeado bispo auxiliar de Manaus. “Eu considero uma graça a escolha de dois Salesianos para bispo auxiliar, pelo Papa Francisco, em um único ano, para uma mesma região. Prova que ele confia no trabalho que os Salesianos de Dom Bosco realizam”, disse lembrando que o Santo Papa é ex-aluno Salesiano e devoto de Nossa Senhora Auxiliadora.

Seguindo o pilates principal da Congregação Salesiana que é o cuidado e atenção ao jovem, em especial aos mais necessitados, Monsenhor Antônio pretende, dentro de suas futuras missões como bispo auxiliar, continuar dando um olhar diferenciado aos jovens e a Família Salesiana, em especial ao sacerdotes “Meu desejo é o de servir, dar o meu suor e o meu sangue se necessário. Saiu da Congregação Salesiana para cumprir o que me é destinado, mas o carisma salesiano não sairá de mim. O carinho a toda a comunidade, em especial ao trabalho dos sacerdotes” disse, finalizando com uma mensagem aos jovens.

“Lembrem-se que a vida é Dom de Deus, que para ser bem vivida precisa ter responsabilidade, discernimento e projeto de vida. Não tenham medo de fugir do presentismo e do imeditismo. Procurem se engajar em uma igreja através do protagonismo juvenil, e assim contribuir para o seu enriquecimento” finalizou emocionado.

Bibliografia - Uma Vida Dedicada a Missão Salesiana
Aos 14 anos entrou, como aspirante, no Centro Vocacional Salesiano em Ananindeua, região metropolitana de Belém, onde passou cinco anos, até o segundo ano do ensino médio.

Em 1985 iniciou a primeira fase da formação específica para a vida religiosa salesiana em Manaus, ingressando no pré-noviciado, coincidindo com o terceiro ano do ensino médio como aluno do Colégio Dom Bosco;

Em 1986 fez o noviciado Salesiano na cidade de São Carlos (SP) emitindo a profissão religiosa no dia 10/01/87;

De 1987-1989 cursou a licenciatura em filosofia no Centro de Estudos do Comportamento Humano (CENESCH) da arquidiocese de Manaus; anos depois seu título acadêmico foi revalidado pela Universidade Católica de Brasília;

De 1990 até agosto de 1991, fez seu tirocínio pedagógico-pastoral como formador no noviciado em Porto Velho (RO), no aspirantado e pré-noviciado em Manaus;

De 1991-1994: cursou a Teologia na Universidade Pontifícia Salesiana em Roma (Itália), sendo ordenado diácono no dia 25/06/1994. Após a ordenação diaconal retornou ao Brasil para a experiência do diaconato trabalhando na formação entre os estudantes de filosofia (o pós-noviciado) em Manaus.

No dia 17/06/1995 foi ordenado sacerdote por Dom Miguel Maria Giambelli bispo da Diocese de Bragança, na Cidade de Ourém (PA) e continuou contribuindo na formação salesiana em Manaus;

Em 1996 foi nomeado encarregado do Centro Vocacional Salesiano João Paulo II de Manaus, sendo formador dos aspirantes e pré-noviços;

De 1997-1999 cursou o mestrado em teologia moral na Accademia Alfonsiana/Universidade Lateranense em Roma (Itália);

Após o processo de formação acadêmica o P. Antônio Ribeiro assumiu diversas responsabilidades dentro e fora da Inspetoria (província) Salesiana da Amazônia, a saber:
- 2000-2005: foi diretor da Escola Salesiana do Trabalho em Belém; nesse mesmo período também trabalhou como professor de Teologia Moral no Centro de Formação Presbiteral da Arquidiocese de Belém atuando no curso de teologia;
- 2003: fundou o Centro Associação Damas Salesianas em Ananindeua (PA) – ONG voltada para a promoção do voluntariado feminino com o espírito salesiano;
- De 2004-2005: foi conselheiro nacional da Associação Damas Salesianas, instituição internacional de fieis leigas com promessa pública de voluntariado social, um dos grupos da Família Salesiana;
- De 2002-2004: foi membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente - CEDCA/PA;
- 2005: assumiu o cargo de Conselheiro Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da capital paraense (Belém - PA);
- 2006: foi diretor da Missão Salesiana de Yauaretê (Amazonas – área indígena) e pároco da Paróquia São Miguel Arcanjo na Diocese de São Gabriel da Cachoeira (Am);
- 2007-2008: foi diretor do Colégio Dom Bosco e Pároco da Paróquia Dom Bosco, centro de Manaus (Am);
- De 2009-2013: foi diretor do Centro Juvenil Salesiano e pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores em Manicoré, na Diocese de Humaitá no Sul do estado do Amazonas;
- 2014: de fevereiro a abril, participou em Roma do XXVII Capítulo Geral da Congregação Salesiana sendo enviado como delegado da Inspetoria Salesiana de Manaus;
- De 2014-2017: foi coordenador da Comissão Nacional da Pastoral Juvenil Salesiana e assessor do Conselho Nacional da Articulação da Juventude Salesiana (AJS);
- 2015: foi membro do CAD – Conselho Administrativo Nacional da Rede Salesiana Brasil com sede em Brasília e atuou como professor de Ética profissional no curso de pós-graduação da Faculdade Salesiana Dom Bosco em Manaus (FSDB);
- 2016-2017: membro do Conselho Editorial da Revista de Pastoral da ANEC – Associação Nacional de Educação Católica do Brasil;
- 2017: membro do Comitê REPAM (Rede Pan-Amazônica) do regional CNBB Norte I;
- De 2013-2017: atualmente está vice-inspetor (vice-provincial) da Inspetoria Salesiana Missionária da Amazônia; simultaneamente está também delegado provincial para a Pastoral Juvenil Salesiana e Vocacional; encarregado da promoção do voluntariado Juvenil Inspetorial e diretor-sócio da Faculdade Salesiana de Dom Bosco de Manaus. Foi conselheiro provincial por três mandatos, somando 9 anos de serviço provincial.

Brasão

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BRASÃO EPISCOPAL

Dom Antônio de Assis Ribeiro - SDB

LEMA: «Por eles me consagro!» (Jo 17,19)

Do ponto de vista bíblico o verbo “consagrar” tem dois grandes significados: primeiro quer dizer “separação” ou “reserva” de algo ou alguém em vista de uma função sagrada. Consagração e missão estão sempre unidos (cf. Is 61,1; Lc 4,18). Jesus declarou: “O Pai me consagrou e me enviou ao mundo” (Jo 10,36); o segundo sentido do verbo “consagrar” é entregar, ou dedicar-se; é a resposta do sujeito consagrado. Aquele que foi separado para uma missão divina, é ungido pelo Espírito Santo para servir gratuitamente. Através da sua entrega livre, generosa e dedicada à missão recebida, realiza sua vocação. Na entrega generosa à sua missão, o sujeito consagrado cresce em santidade e santifica seus irmãos. O versículo deste lema episcopal faz parte da Oração sacerdotal de Jesus. Estamos no contexto da sua despedida. Jesus revela aos apóstolos que tem plena consciência de ter feito tudo pelos seus e promete entregar-se por inteiro, afim de que também eles “sejam consagrados com a verdade». O ápice da entrega de Jesus foi o seu martírio na cruz! A consagração à Verdade é entrega ao próprio Jesus Cristo através da Fé, da Comunhão com Ele, do anúncio e promoção do Reino de Deus. O bispo é consagrado e ungido para ser fiel continuador da missão de Jesus Cristo. Para isso, é necessário que não se deixe contaminar pelos males do mundo, mas entregue-se à Verdade que Liberta e Salva (cf. Jo 8,32). 

  1. BÍBLIA: na base do brasão está a Bíblia aberta significando que a Palavra de Deus constitui a fonte que alimenta, sustenta e fortalece o dinamismo da vida pastoral do evangelizador. Sem a Palavra de Deus não há Evangelização, não há conversão, não há fé! Diz a Escritura: «Como são belos os pés daqueles que anunciam boas notícias!» (Rm 10,15). A maior Boa Notícia é o anúncio do Amor de Deus, da Salvação trazida por Jesus Cristo. Mas para que a pessoa acolha a Mensagem da Salvação é preciso que receba o dom da fé que vem da escuta da Palavra, pois a fé depende da pregação e a pregação é o anúncio da Palavra de Cristo (cf. Rm 10,17). Para que o bispo possa ensinar e aconselhar com sabedoria deve permanecer ancorado na Palavra de Deus (cf. Col 3,16). 
  1. CHAMA: no meio da imagem da Bíblia aparece uma chama que significa que a Palavra de Deus é a fonte geradora de fervor espiritual e do ardor pastoral. Em sua grande paixão pela missão recebida assim confessa o profeta Jeremias: “é como se um fogo ardesse em meu coração, um fogo dentro de mim” (Jr 20,9); os discípulos de Emaús comentavam entre si dizendo: “não ardia o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,32). A Palavra de Deus é também fonte de alegria e conforto para o profeta: “Quando recebi as tuas palavras, eu as devorava. A tua palavra era festa e alegria para o meu coração porque eu levava o teu nome, ó Javé” (Jr 15,16). Para que o bispo seja um animador da vida espiritual dos seus irmãos no sacerdócio e do povo, deverá antes de tudo, vivenciar esse ardor dentro de si. 
  1. PÃO E CÁLICE: na base do brasão estão as imagens de um pão e de um cálice, significam uma referência ao Sacramento da Eucaristia. O ministério do sacerdócio, em seus diversos níveis (diaconato, presbiterado e episcopado), nasce, cresce, se robustece e se dinamiza partindo da Eucaristia. É do Sacramento da Eucaristia que o bispo, na sua função de santificar, ensinar e liderar o povo de Deus tira o seu alimento espiritual conservando-se em íntima união com o Cristo Bom Pastor e assim, zela pela unidade da Igreja à qual serve em comunhão. 
  1. VITÓRIA RÉGIA, CANOA E CONSTRUÇÕES: esses elementos do brasão fazem referência à complexa realidade amazônica evidenciando a exuberância da natureza, o homem ribeirinho (povo que vive às margens dos rios) e o contexto urbano. Nessas realidades diversas, encontramos os mais variados clamores humanos e religiosos. Diante desses desafios o bispo é chamado a ser bom pastor e profeta de Deus Libertador, sendo porta-voz da dignidade humana e semeador de esperança, denunciando as injustiças, promovendo a ética e estimulando a vivência dos valores do Reino de Deus. Deus para Salvar a humanidade, encarna-se, assumindo por inteiro a realidade humana, fazendo-se um de nós, menos no pecado (cf. Hb 4,15). Assim, também o bispo para ser instrumento de Salvação deve estar profundamente encarnado na realidade existencial de suas ovelhas. 
  1. O POVO, MARIA E O BOM PASTOR: na área superior do brasão aparece a imagem de uma multidão a caminho. O desenho, que nos remete à ideia de procissão, significa a Igreja, povo de Deus, a caminho da glória celeste (cor azul). No meio do povo, totalmente inseridos e fazendo-se caminheiros, discretamente estão as figuras do Bom Pastor e de Maria. Não há bispo sem diocese, sem comunidade, sem povo, assim como não há pastor sem ovelhas! O bom pastor é aquele que está inserido no meio do rebanho, por isso conhece o seu contexto existencial e cuida dele com espírito ético, zelo e compaixão (cf. 1Pd 5,2-3). Nessa missão, não está sozinho; mas é acompanhado e educado por Maria, a mestra do Bom Pastor. Ela, qual guia providente, intercede pelo povo e por seus pastores para que não lhes faltem o ardor missionário e a caridade pastoral. 
  1. POMBINHA: a pombinha é símbolo do Espírito de Deus que está acima de tudo e a tudo assiste, dinamiza, acompanha e santifica. O Espírito Santo forma Igreja, sensibiliza os corações, converte a mente dos fieis e neles infunde o desejo da busca da santidade. É o mesmo Espírito que sustenta os pastores do povo dando-lhes firmeza, coragem, sabedoria e zelo para que possam servir com generosidade o rebanho de Deus que lhes foi confiado (cf. Jr 23,3; Ez 34,5-10).   
  1. CHAPÉU, ALIANÇA e CORDÃO: abaixo do chapéu ou capacete, símbolo da verdade e da santidade divina, esperança da salvação (cf. Ef 6,17; 1Ts 5,8), há dois cordões formando duas alianças entrelaçadas; elas significam a vocação como pacto entre dois sujeitos: Deus que chama e a pessoa que responde ao chamado para servi-lo com amor. O prolongamento dos cordões forma uma totalidade de doze colunas que significa a base apostólica da Igreja. Os bispos representam e atualizam a comunidade dos apóstolos convocada por Jesus Cristo. A imagem disposta em três níveis quer significar o sacerdócio ministerial da Igreja em sua tríplice modalidade: o diaconato, o presbiterado e do episcopado. Esses três níveis de compromisso sacerdotal estão a serviço do povo de Deus para a promoção do seu Reino. O Bispo é servo que lidera, educa e estimula a santidade dos fieis com o coração de bom pastor, conjugando ternura e firmeza, em vista da glória de Deus e a salvação das almas (cf. Lc 22,26-27).

 

 

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