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Padre Bruno Sechi: “Minha decisão foi uma opção vocacional”

by / 0 Comments / 78 View / 3 de junho de 2020

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Bruno Sechi, filho de Francesco Giuseppe Sechi e Maria Antônia Murta, nasceu no dia 31/07/1939, na cidade de Santu Lussurgiu, estado de Cagliari/Itália. Foi batizado na Paróquia de São Pedro Apóstolo, diocese de Bosa, no dia 08/08/1939. Recebeu o sacramento da confirmação em 03/05/1953.

Ingressou no Instituto Salesiano de Santu Lussurgiu, pertencente a Inspetoria Romana, aos 11 anos de idade, em outubro de 1950. Fez o noviciado salesiano de 1956 a 1957 em Lanúvio/Roma. Na mesma cidade emitiu a primeira profissão religiosa no dia 16/08/1957. Estudou filosofia na comunidade de São Callisto nos anos seguintes. Sua profissão perpétua como salesiano de Dom Bosco realizou-se em 14/08/1963. De 1961 a 1964 foi tirocinante em Cagliari.

Chegou ao Brasil como missionário em 29/10/1964, em plena ditadura militar. De março de 1965 à 1968 estudsechi01ou teologia no Instituto Teológio Pio XI, no bairro Alto da Lapa, São Paulo/Brasil. Os anos de chumbo ajudaram a formar nesse padre, sensível às causas sociais, uma nova perspectiva de preocupação com os pobres, especialmente com os jovens. Foi ordenado presbítero no dia 29/06/1968 por Dom Fernando Legal.

Após sua ordenação foi destinado à comunidade Belém-Sacramenta, no Pará, onde trabalhou de 1969 a1970 como encarregado do oratório. Em 1970 fundou uma organização de leigos chamada “República do Pequeno Vendedor”, voltada às crianças e adolescentes da cidade de Belém que se encontravam em situação de rua, posteriormente denominado Movimento República de Emaús.

Em 1972, o processo de evolução do movimento fez surgir a campanha de Emaús, como forma de sensibilização e mobilização da população. Em 1980 criava-se a Cidade de Emaús, no bairro Benguí. Em 1983 o Centro de Defesa do Menor tornava-se a quarta expressão do movimento, voltada a combater a violência contra as crianças. Em 1993 foi criada a Agência Emaús de Notícias para divulgar sistematicamente a situação das crianças e adolescentes na Amazônia.

sechi05Seu carisma pessoal e o empenho pela causa dos adolescentes e jovens lhe permitiram importantes serviços. Atuou na Pastoral do Menor, Presidente Regional da CRB, Coordenador Nacional do Movimento Meninos de Rua, Participações em encontro internacionais da UNICEF, Delegado arquidiocesano da Pastoral carcerária e Delegado do Capítulo Geral 21 dos Salesianos. Recebeu e participou de diversos serviços públicos ligados a proteção da infância.

Em 1990, iniciou o processo de desligamento da Sociedade de São Francisco de Sales (salesianos), para incardinar-se no Clero da Arquidiocese de Belém e assim poder acompanhar o desenvolvimento da obra por ele iniciada. O processo de secularização foi concluído em maio de 1997 com decreto da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, prot. n. 42161/97. Dom Vicente Joaquim Zico o acolheu de braços abertos no clero diocesano com os prot. n. 034/97-Abp.GA; n. 073/97-Abp.GA.

Padre Bruno Sechi era muito estimado por autoridades públicas, pelo clero e por todo o povo de Deus, especialmente pelas milhares de crianças, adolescentes e jovens que este bom missionário, filho de Dom Bosco, ajudou a tornar “bons cristãos e honestos cidadãos”.

Em entrevista concedida ao Nosso Jornal, em junho de 1997, logo após a secularização, afirmou – “Minha decisão (de ficar em Belém) foi uma opção vocacional”. Mesmo com a secularização, manteve sempre um cordial relacionamento com a presença salesiana na Amazônia.

A Inspetoria São Domingos Sávio, na pessoa do seu Inspetor, P. Jefferson Luis, ao receber a notícia de seu repentino falecimento por conta da covid-19, na tarde de sexta-feira, 29/05, prestou-lhe sufrágio em suas comunidades religiosas e torna pública, no sétimo dia de sua páscoa, seu sincero pesar às pessoas que sofrem a dor de sua partida.

Padre Bruno Sechi tinha: 80 anos de idade; 56 anos de chegada ao Brasil; 52 anos de Padre. Era Cidadão Belenense; Recebeu a medalha “Caldeira Castelo Branco”. O Governador do Estado, decretou luto oficial de três dias.

Descanse em Paz!

José Ivanildo de O. Melo – Secretário Inspetorial

 

Fotos: arquivos google

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