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SALESIANOS DA AMAZÔNIA PARTICIPAM DO IV ESA EM MEDELLIN

by / 0 Comments / 78 View / 10 de maio de 2017

Por Pe. Antônio de Assis Ribeiro, vice-inspetor e delegado para a Pastoral Juvenil / Inspetoria São Domingos Sávio –

Iniciou na tarde de ontem (9) na Cidade de Medellin, na Colômbia o IV ESA – ESCOLA SALESIANA AMÉRICA. Trata-se do maior Congresso sobre a Educação Salesiana do continente americano, e reúne 350 educadores (religiosos e leigos), proveniente de 28 países representando 70 inspetorias. Os Salesianos na Amazônia (SDB/FMA) se fazem presentes através das Inspetorias São Domingos Sávio e Laura Vicuña, onde participam os inspetores padre Francisco Alves de Lima e irmã Carmelita Conceição, e diretores das escolas do Polo Manaus.

O encontro tem como objetivo identificar alguns eixos comuns que nos próximos anos possam inspirar, como rede de escolas, a missão educativa salesiana no continente americano; articular pontos de encontro onde os agentes educativos possam imaginar e construir estratégias educativo-pastorais inovadoras, bem como, compartilhar as boas práticas, e oferecer espaços compartilhados de integração, formação e reflexão que iluminem a contribuição educativa para a sociedade atual e o compromisso com os jovens.

Na abertura do evento o padre Jairo Gomez Inspetor da Inspetoria Salesiana de Medellin, ao dar as boas vindas aos participantes esclareceu a justificativa do congresso “Em tempos de profundas incertezas e crises, em meio a tantos desafios juvenis, a educação Salesiana se apresenta como séria alternativa e proposta de desenvolvimento humano alicerçada em sólidos valores. Para manter a nossa significatividade na educação queremos renovar esse compromisso, juntos, como Família Salesiana”.

E concluiu afirmando que os salesianos tem a pedagogia no coração “são educadores-pastores da juventude e, como Dom Bosco, acreditam no grande potencial da “pedagogia do coração” capaz de transformar a vida dos jovens, uma vez que a pedagogia salesiana privilegia a experiência da escuta, da amizade, da convivência, do diálogo. É assim que educamos para o futuro” disse.

O ATUAL CONTEXTO SÓCIO-CULTURAL DOS SALESIANOS

A primeira Conferência desse evento teve como tema: “O contexto no qual a Escola Salesiana educa” feita pelo sociólogo Dr. Cristian Cox, da Universidade Diego Portales – no Chile. O palestrante ao longo da sua palestra apresentou e refletiu com os congressistas sobre alguns dos grandes fenômenos da contemporaneidade e seus desafios para a educação.

“Vivemos atualmente num contexto muito diferente daquele do passado; estamos na era da globalização, da tecnologia, da mudança radical de modelos, parâmetros, critérios e estruturas; vivemos numa nova relação de espaço e tempo (era da virtualidade) e com isso a escola e a universidade tomaram alcance planetária; estamos na era das incertezas, da insegurança, da liquidez; estamos na sociedade da informação, do conhecimento, todavia sente-se carência de sentido para a vida e para as relações interpessoais” disse Dr. Cristian Cox.

MAPA SÓCIOCULTURAL EM MUDANÇA

Para reforçar a apresentação do quadro das grandes mudanças no continente americano, o conferencista, mostrou aos participantes, diversas planilhas estatísticas sobre o processo de mudança sócio-demográficos e culturais nos países latino-americanos.

Dr Cristian acenou a dados sobre a pobreza “Temos menos pobreza do que há 20 anos, menos indigências; há hoje mais investimentos públicos na área da educação; mais empreendedorismo público e privado com novas iniciativas na educação; constata-se que hoje há mais influência dos organismos internacionais sobre as instituições ensino estatal e privado; na esfera governamental há novas ferramentas sendo usadas na gestão da educação como definição de padrões, sistema de avaliação (desempenho) e prestação de contas; houve maior expansão da cobertura da educação, mais expansão dos níveis de educação, entre outros”, disse o sociólogo.

RESPOSTA AOS DESAFIOS NA EDUCAÇÃO

Foi apresentado, que apesar das conquistas, ainda persiste a desigualdade social e cultural nos diversos países latino-americanos e os desafios culturais pedem do gestor da escola uma visão e sensibilidade para educar.

Foi solicitado aos representantes das inspetorias, um olhar especial a área da inclusão. “É preciso rever os conteúdos, as relações sociais dentro da escola, avaliar os métodos usados, repensar a linguagem [as formas de comunicação com o público – aluno, família, colaboradores, sociedade]; se a escola não for capaz de avaliar poderá não ser ‘escola esperança’ e ‘escola ponte’ para o futuro” explicou doutor Cristian Cox, que finalizou falando sobre as competências dos educadores.

“Na área das competências, não basta privilegiar a informação, é necessário dar atenção ao conhecimento e a promoção de habilidades [a comunicação, a capacidade de trabalhar em equipe, a disciplina pessoal, adaptabilidade, resiliência]; os educadores precisam adquirir pensamento crítico capaz de diálogo e discernimento; é necessário educar para a promoção de síntese entre o tradicional e o moderno”.

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